Em Apucarana

Aprovado projeto que determina oração do Pai Nosso nas escolas



Por unanimidade, os 11 vereadores da Câmara de Apucarana (a 65 km de Maringá) aprovaram um projeto de lei de autoria do vereador José Airton Araújo, o "Deco" (PR), que determina que a oração do Pai Nosso seja realizada nas escolas públicas e particulares do município. A aprovação, em primeira discussão, ocorreu na sessão de segunda-feira (25). A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) prepara uma representação que deve ser enviada ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

O autor da lei afirma que a ideia surgiu de visitas às escolas do município, onde percebeu que hoje existe muita violência. "Houve a oportunidade de apresentar a lei para trazer de volta valores para essas crianças. Eu aprendi a fazer oração quando estudava, o que não acontece mais em nenhuma cidade do Brasil e no mundo", diz.

Em defesa do projeto, o vereador, que é evangélico, coloca como ponto positivo a aproximação com Deus. "O povo tem que se aproximar mais de Deus. Nada melhor do que começar na escola a ensinar a seguir o caminho, e a criança jamais se desviará. Nós estamos vivendo um tempo de violência e desesperança. É preciso que as pessoas se voltem para Deus e isso deve ocorrer já na infância", afirma Araújo.

Apesar de o Art. 19 da Constituição Federal dizer: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios - I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público", o vereador defende que "os praticantes do cristianismo são maioria esmagadora – acho que temos que respeitar a minoria, e a minoria tem que respeitar a maioria".

O autor do projeto frisa que, embora a lei estabeleça o Pai Nosso nos estabelecimentos de ensino público e privado, nenhum aluno será obrigado a fazer a oração. "Vai ficar para a consciência de cada um".

A lei deve seguir para votação em segundo turno na segunda-feira (2), e depois para a terceira apreciação antes de passar pelo prefeito. O autor da lei acredita que será aprovada.

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