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Dom José Antonio Peruzzo

Arcebispo de Curitiba escreve carta de apoio ao padre Reginaldo Manzotti

(Foto: Henrique Custódio / Tv Evangelizar)

Na segunda-feira (8), o Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, escreveu uma carta ao Clero sobre a reportagem publicada no sábado, dia 6, que cita o Padre Reginaldo Manzotti e supostas negociações para apoiar o governo do presidente Jair Bolsonaro em troca por verbas de comunicação.

Segundo material encaminhado pela Arquidiocese, o Arcebispo explica aos seus padres a ordem dos fatos que desembocou em uma "celeuma midiática", por conta de interpretações equivocadas. Padre Reginaldo Manzotti, como de costume, consultou o arcebispo sobre a sua participação em uma reunião com parlamentares católicos e o Presidente da República.

“Ponderei a ele que não gosto nem um pouco do atual presidente. Todavia, no segmento das comunicações, quase tudo depende de autorização governamental. Qualquer meio de comunicação de rádio ou TV é concessão do Estado. Hoje, se não forem mantidos canais de diálogo, multiplicam-se severamente as retaliações. Foi assim também no passado, independentemente dos governos e grupos partidários“, respondeu Dom Peruzzo ao Padre Manzotti.

“Minha recomendação foi que participasse da reunião, mas que fosse cuidadoso no que falaria. Que não houvesse nem lisonjas nem hostilidades da parte do padre. Era uma reunião aberta, registrada, acessível ainda hoje a todos”, continua o Arcebispo de Curitiba que passa comentar sobre a participação de Padre Manzotti na reunião: “O Pe. Reginaldo se pronunciou por apenas cinco minutos ou menos. Foi tão somente uma apresentação legítima do segmento das rádios e TVs”.

“A reportagem do Estadão foi inteligentemente malévola: divulgou o acontecimento com grande tardança e os apresentou em distorções grosseiras. Outros grandes jornais do país também acompanharam e nada publicaram. Acaso o Estadão é o único “concessionário da lucidez”? Pareceu maldade encomendada’, analisa o arcebispo. Para Dom Peruzzo, “ tudo se tornou ainda mais debatido depois da nota do setor de comunicações da CNBB. Também foi uma nota infeliz. Foi detrativa”.

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