Análise

As novidades táticas apresentadas pelo Athletico na Bolívia

A tática na altitude: à esquerda, o esquema do Athletico para atacar e à direita, o esquema para defender
A tática na altitude: à esquerda, o esquema do Athletico para atacar e à direita, o esquema para defender (Foto: Reprodução/This11)

O técnico Eduardo Barros apresentou novidades táticas na vitória do Athletico Paranaense na última terça-feira (dia 15), contra o Jorge Wilstermann, na altitude de 2.560 metros de Cochabamba, na Bolívia.

O time usou o esquema tático 4-1-2-1-2 para atacar e o 4-4-1-1 para defender.

Com a bola, Lucho González era o meia ofensivo, à frente dos meias Christian e Erick, e atrás dos atacante Geuvânio e Fabinho.

LUCHO
A utilização de Lucho em função mais ofensiva não é novidade no Athletico. Outros treinadores utilizaram o jogador nessa posição em algumas partidas, inclusive Tiago Nunes. O próprio Eduardo Barros usou o argentino nessa posição contra o Botafogo, quando a equipe adotou o 4-2-3-1, com Bissoli de centroavante, à frente da linha formada por Nikão (direita), Lucho (centro) e Fabinho (esquerda).

LATERAIS
O jogo em Cochabamba também ficou caracterizado pelo avanço constante dos dois laterais do Athletico. A ideia era aproveitar a qualidade dos cruzamentos de Márcio Azevedo, 34 anos, e Jonathan, 34. Dos 17 cruzamentos do time na partida, 12 partiram dessa dupla de laterais. Azevedo acertou três, criando duas chances de gol – ambas finalizadas de cabeça por Lucho, de 1,85 m de altura. Jonathan tentou quatro e acertou um – o cruzamento para Walter marcar o terceiro e decisivo gol.

ATACANTES
O esquema de terça-feira aproveitou a versatilidade de Fabinho, que atuou como centroavante e como ponta nas categorias de base. Nesse formato, ele variou entre a ponta-esquerda e a área. No jogo, ele sofreu o pênalti que originou o primeiro gol e também funcionou como pivô no segundo gol, dando o passe para Christian marcar.

O formato escolhido também aproveitou a velocidade de Geuvânio, que defendia como extremo e atacava pela direita (variando entre a ponta e a área).

MÉDIOS
O modelo de jogo escolhido para enfrentar o Wilstermann também aproveitou o que Christian e Erick têm de melhor: facilidade para participar do ataque, liberdade de construção pelo centro e força para defender. Ambos ganhariam o rótulo de ‘box-to-box’ no futebol inglês, ou seja, o jogador de ‘área a área’.

FUTURO
Na Bolívia, o Athletico não tinha três jogadores importantes: Cittadini, Nikão e Thiago Heleno. Por isso, fica difícil saber se Eduardo Barros adotou esse modelo para resolver o problemão de terça-feira (jogar desfalcado na altitude) ou se pretende adotar esse formato como time-base.

O esquema tático 4-1-4-1 usado por Dorival Júnior no Athletico, no início de 2020