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Athletico e Ministério Público garantem que violência reduziu com torcida única

Torcida do Athletico na Arena da Baixada, na última quarta-feira, no clássico com o Coritiba
Torcida do Athletico na Arena da Baixada, na última quarta-feira, no clássico com o Coritiba (Foto: Geraldo Bubniak)

O Athletico Paranaense e o Ministério Público apresentaram nessa quinta-feira (dia 31) dados do projeto Torcida Única, que vem sendo implantando desde maio de 2018 na Arena da Baixada. Segundo o balanço divulgado pelo MP, os registros de conflitos entre torcedores reduziram de 28 para 20. Veja o texto do Ministério Público, na íntegra:


“Balanço aponta alcance de objetivos pretendidos com projeto-piloto de realização de partidas de futebol sem separação de torcidas

O projeto-piloto de realização de partidas de futebol sem divisão de torcidas, chamado de “projeto-piloto Torcida Única”, proposto pelo Ministério Público do Paraná aos clubes da capital e implementado pelo Club Athletico Paranaense desde maio de 2018, apresenta resultados positivos desde que começou a ser testado. É o que aponta balanço datado de 20 de dezembro passado, feito pela Polícia Militar a pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba. Ele demonstrou redução nas ocorrências de atos de violência entre torcedores aliada a uma diminuição no efetivo policial necessário para os eventos.

Menos conflitos e vandalismo – De acordo com o levantamento, que contabilizou os números relacionados aos jogos ocorridos entre maio/dezembro de 2017 e maio/dezembro de 2018, a força policial deslocada para a segurança nos dias de partidas (no estádio do Athletico e nas proximidades) apresentou uma redução de 14% – a média nos jogos com as duas torcidas era de 170 policiais militares e nos jogos do projeto-piloto foi de 151. Outro dado positivo foi a diminuição nas ocorrências de conflitos entre torcedores: nos jogos com a presença de duas torcidas, foram 28 registros. Nos de torcida única, 20.

Em relação às ocorrências envolvendo o patrimônio público, os registros de atos de violência entre torcedores nos terminais e tubos de ônibus da cidade também apresentou redução: foram 132 nos dias de jogos com duas torcidas e 109 nas partidas do projeto-piloto, o que representou uma redução de 17%.

Medida positiva – No relatório, o 13º Batalhão da PM, que cuida da área onde se encontra o Estádio Joaquim Américo Guimarães, destaca como positiva a implementação da iniciativa, à medida que permitiu à corporação “aplicar o efetivo de forma mais eficiente tanto no evento quanto em outros ambientes públicos, ampliando assim os serviços prestados pela Polícia Militar, bem como dando maior sensação de segurança à população local”.

Foram analisados 23 jogos com a presença de duas torcidas (ano de 2017), com um público total de 347.790 pessoas (média de 15.121 por partida) e 22 jogos no formato proposto pelo projeto-piloto (2018), que reuniram um total de 321.032 torcedores (média de 13.958).

Objetivos centrais do projeto:
1. Reduzir a violência entre torcidas rivais (dentro e fora dos estádios);
2. Otimizar e/ou reduzir o efetivo policial necessário nos dias de jogos;
3. Trazer de volta às partidas aqueles que se afastaram por se sentirem inseguros;

Principais características do projeto:
1. Respeito ao direito de qualquer torcedor, seja para qual time torça, de adquirir seu ingresso e ocupar o local correspondente ao número nele constante (artigo 22 do Estatuto do Torcedor);
2. Diminuição da necessidade de escolta de torcidas por parte da Polícia Militar;
3. Não disponibilizar espaço exclusivo no estádio para acomodação de torcidas distintas;
4. Não admitir torcedores com identificação visual que não seja do clube mandante e/ou de suas torcidas organizadas, visando não gerar ou possibilitar atos de violência (artigo 13-A, II, do Estatuto do Torcedor);”

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