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1 a 2

Athletico vence o Bahia na Arena Fonte Nova e ensina: quem não faz, toma

Nikão contra o Bahia: neste sábado, ídolo atleticano precisou deixar o campo logo no início da partida, lesionado
Nikão contra o Bahia: neste sábado, ídolo atleticano precisou deixar o campo logo no início da partida, lesionado (Foto: Franklin de Freitas)

Não tem pressão que segure o Furacão! Jogando na Arena Fonte Nova na noite deste sábado (05 de outubro), em duelo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe comandada por Tiago Nunes ensinou ao Bahia o velho ditado do ‘quem não faz, toma’. Após ser muito pressionado na primeira etapa e no início doo segundo tempo, com direito a três bolas a trave, o Athletico abriu dois gols de vantagem em cima dos baianos, com tentos marcados por Marcelo Cirino e Léo Cittadini. Fernandão ainda descontou para os donos da casa, mas não foi o suficiente para uma reação.

Com o triunfo longe de seus domínios, o Furacão derruba um adversário direto na luta pelo G6. Com 34 pontos, a equipe paranaense ocupa a nona colocação do Brasileirão. Já o Bahia, estacionado nos 37, cai do sexto para o sétimo lugar.

Desde que conquistou a Copa do Brasil com uma vitória por 2 a 1 contra o Internacional, em pleno Beira Rio, o Athletico segue insensível no Campeonato Brasileiro. Em quatro jogos foram duas vitórias (contra Bahia e Fortaleza) e dois empates (contra Chapecoense e Vasco). O Tricolor baiano, por outro lado, vê cair a invencibilidade que ostentava dentro da Arena Fonte Nova em 2019.

ESCALAÇÕES

Com dois desfalques e dois retornos, o Athletico deve ter apenas uma mudança em relação ao jogo anterior, diante da Chapecoense. Sem Lucas Halter, que sentiu a coxa durante a semana, o zagueiro Thiago Heleno retorna após cumprir a suspensão de seis meses por doping e revive a dupla titular com Léo Pereira. No ataque, Marco Ruben segue de fora por conta de uma viagem à Argentina devido ao falecimento de seu pai. Ruben tinha sido poupado como titular na rodada passada. Marcelo Cirino continua no time.

O Bahia, por sua vez, repetiu pelo terceiro jogo seguido a escalação, com Alejandro Guerra no meio-campo, ao lado de Flávio e Gregore. Este último, inclusive, disputou sua partida de número 100 pelo tricolor baiano.

O JOGO

O primeiro tempo de jogo em Salvador foi intenso. De início, o equilíbrio entre os dois times. Mesmo jogando fora de casa, o Athletico buscou pressionar desde o campo de ataque, jogando com linha alta, e criou a primeira chance de gol, aos 11 minutos, com Lucho. Quatro minutos antes, porém, Nikão, lesionado, teve de deixar o campo para a entrada de Thonny Anderson.

Aos poucos, porém, o Bahia foi encaixando seu jogo, encontrando espaços para jogar no entrelinhas, com muita velocidade. Jogando pela esquerda do ataque, Élber infernizou a defesa adversária, que também teve dificuldades para lidar com as descidas de Artur pelo outro lado do campo. O resultado foi uma série de boas oportunidades criadas para o atacante Gilberto, as duas melhores aos 35 e aos 36 minutos. Mas faltou balançar a rede.

Na volta para o segundo tempo, o Tricolor de Aço manteve a postura ofensiva. Aos 10 minutos, teve mais uma grande chance de gol com Gilberto. A bola, porém, parou pela segunda vez na trave.

E aí o bom time do Furacão vez valer o velho ditado futebolístico: quem não faz, toma. E aos 12 minutos, após cobrança de escanteio de Léo Cittadini, o iluminado Marcelo Cirino apareceu dentro da área, um tanto desajeitado, para abrir o placar.

Na busca pela reação, Roger Machado promoveu, logo após o gol, a entrada de Lucca na vaga de Guerra. E quatro minutos depois veio mais uma chance de gol para a equipe mandante: cobrança de falta do jogador ex-Corinthians, defesa parcial de Santos e, na sobra, mais um chute na trave, dessa vez de Nino Paraíba.

A situação dos baianos era difícil. E ficou ainda pior aos 20 minutos: Thonny Anderson escapou pela direita do ataque e cruzou na medida para Léo Cittadini castigar novamente o Bahia, fazendo 2 a 0.

Só restou ao Tricolor de Aço, então, abrir o seu jogo. Aos 22 minutos, o volante Flávio saiu de campo para a entrada do atacante Fernandão. Aos 28, foi vez de Arthur Caíke, ex-Coritiba e Paraná Clube, entrar no lugar de Artur, ex-Londrina e Palmeiras. No Furacão, as duas últimas mudanças vieram aos 24 e aos 35 minutos. Primeiro, Adriano substituiu Thiago Heleno - com isso, Madson foi deslocado para a zaga e o ex-jogador do Barcelona entrou na lateral-direita. Depois, foi vez de Erick substituir Lucho González.

Aos 31 minutos, o atacante Fernandão fez valer a ‘lei do ex’ e descontou o placar para o Bahia diante de sua ex-equipe. Mas não foi o suficiente para o Bahia ganhar fôlego e buscar o empate. Em verdade, por pouco a equipe não levou o terceiro, aos 39 minutos, mas o goleiro levou a melhor contra Rony.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 1 x 2 ATHLETICO

Bahia: Douglas Friedrich; Nino Paraíba, Lucas Fonseca, Juninho e Moisés; Flávio (Fernandão), Gregore e Guerra (Lucca); Artur (Arthur Caíke), Élber e Gilberto. Técnico: Roger Machado
Athletico: Santos; Madson, Thiago Heleno (Adriano), Léo Pereira e Márcio Azevedo; Lucho González (Erick), Bruno Guimarães e Léo Cittadini; Nikão (Thonny Anderson), Rony e Marcelo Cirino. Técnico: Tiago Nunes
Gols: Marcelo Cirino (12-2º), Léo Cittadini (20-2º) e Fernandão (31-2º)
Cartões amarelos: Bruno Guimarães, Madson e Adriano (A); Guerra, Fernandão (B)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Público: 38.096 pagantes (38.571 total)
Renda: R$ 739.395,00
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), sábado às 19 horas

PRINCIPAIS LANCES

Primeiro tempo

11 – Nino Paraíba sai jogando errado e entrega para Lucho González na entrada da área. O argentino manda uma bomba de longe e a bola tira tinta da trave.

28 – Cruzamento de Márcio Azevedo da esquerda, Thonny Anderson cabeceia e o goleiro Douglas Friedrich defende..

30 – Bahia aproveita o erro de passe do Athletico e arma o contra-golpe. Gilberto toca para a corrida de Artur, que aciona Flávio perto da linha de fundo. A bola é cruzada e Madson desvia antes de Gilberto Chutar. Na sobra, Márcio Azevedo tira o perigo da área.

35 – Artur cruza da direita para a área, Gilberto mergulha para cabecear e a bola explode na trave!

36 - Élber avança pela esquerda do ataque, passa no meio de dois marcadores e cruza rasteiro para Gilberto, perto da marca do pênalti, bater de chapa. A bola ganha força e passa por cima do gol.

Segundo tempo

10 - Élber tabela com Gilberto e fica no chão após choque com Léo Pereira. A sobra de bola, porém fica com o centroavante, que manda uma bomba. A trave salva novamente o Furacão.

12 - Gol do Athletico! Cobrança de esanteio da esquerda, Thonny Anderson cabeceia e Marcelo Cirino desvia mesmo de costas para o gol. A bola bate no travessão e entra.

17 - Cobrança de falta de Lucca por fora da barreira, perto da área. Santos faz a primeira defesa e dá o rebote. Nino Paraíba chega chutando forte de dentro da área e acerta a trave.

20 - Gol do Athletico! Thonny Anderson escapa pela direita e cruza mirando o primeiro pau. Léo Cittadini se antecipa à marcação e desvia para o fundo da rede.

31 - Gol do Bahia! Nino Paraíba avança pela direita e cruza. Madson fica no caminho e Fernandão se atira na bola para desviar de cabeça e descontar.

33 - Léo Cittadini fica com a bola na entrada da área e arrisca um chute forte. A bola quase encobre o goleiro, que consegue um desvio salvador.

39 – Bahia sai jogando errado. Erick aproveita e pifa Rony, que chuta cruzado e obriga grande defesa de Douglas Friedrich.

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