Em Salvador

Atlético-MG vira jogo sobre o Bahia e conquista o título do Brasileirão com antecedência

Jogadores do Atlético-MG comemoram em Salvador
Jogadores do Atlético-MG comemoram em Salvador (Foto: Pedro Souza / Agência Galo / Atlético-MG)

O Atlético-MG consolidou nesta quinta-feira (2) o título do Brasileirão de 2021. O time venceu o Bahia de virada por 3 a 2, na noite desta quinta-feira, em Salvador, em jogo adiado da 32ª rodada. Com isso, foi a 81 pontos e não pode mais ser alcançado pelo Flamengo, o 2º colocado. 

Para o Atlético-MG, o título veio com duas partidas de antecedência. O Flamengo ainda tem três jogos a fazer no Brasileirão. Mas, como o time está com 70 pontos, poderá chegar no máximo a 79 pontos. Após assumir a liderança na 15ª rodada, o Atlético-MG não mais deixou a ponta escapar.

Na partida em Salvador, o Bahia chegou a abrir 2 a 0, com gols de Luiz Otávio (aos 17 minutos do segundo tempo) e Gilberto (aos 21). Mas o time mineiro virou o placar nu intervalo de quatro minutos, com gols de Hulk, de pênalti (aos 28 minutos) e Keno (aos 29 e aos 32).

Dos principais clubes brasileiros, o Atlético-MG era o que estava mais tempo sem conquistar o Campeonato Brasileiro. O último título havia sido em 1971. Nesse intervalo, o time foi vice-campeão em 1977, 1980, 2012 e 2015.

O jogo

Disposto a definir logo o título, o Atlético-MG iniciou alugando o campo ofensivo. E foi logo colocando Danilo Fernandes para trabalhar, com dois chutes perigosos de Keno em menos de 15 minutos. Nacho também seria parado por um gigante goleiro baiano.

Mesmo necessitando da vitória para deixar a zona de rebaixamento e com grande apoio da torcida, o Bahia não saía da defesa. Receoso de perder e se complicar ainda mais, chegou mais nós cruzamentos, sem levar perigo.

Apesar de os dois times terem motivos de sobras para ganhar, o empate prevaleceu em uma primeira etapa melhor disputada pelo líder, refletindo a situação de ambos na tabela. O Atlético saiu lamentando a falta de pontaria e o Bahia reverenciando seu goleiro.

O segundo tempo começou muito melhor, com emoção e em alta velocidade. Depois de apenas se defender, o Bahia voltou com mais coragem e teve duas boas chegadas com Gilberto. Uma sem conclusão e outra com Everson segurando firme.

O Bahia não fez e quase foi punido com Hulk e Arana parando em novas boas intervenções de Danilo Fernandes. Era um lá e cá frenético e com os times cada vez mais perto do tão buscado gol.

O grito saiu aos 16 após cabeçada de um jogador que passou a semana tratando dores no joelho. Cobrança de escanteio, Luiz Otávio ganha de Nathan Silva pelo alto e manda no ângulo. Explosão em Salvador. O frisson das arquibancadas era grande e aumentou ainda mais com Gilberto antecipando Júnior Alonso.

Restando 25 minutos, o Bahia tinha vantagem imensa. Cuca, com cara de preocupado, não pensou duas vezes e foi logo mexendo na equipe. A troca deu resultado imediato com seus escolhidos. Nathan tocou para Eduardo Sasha sofrer pênalti de Luiz Otávio.

Hulk ajeitou a bola com carinho e deslocou Danilo Fernandes, anotando seu 18° gol na competição. Um minuto depois, Keno recebeu, cortou a marcação e bateu para empatar, calando a Fonte Nova. Cuca vibrava de um lado e Guto Ferreira pedia calma do outro.

O treinador do Bahia mexeu para tentar buscar novamente a vitória e viu Keno receber de Nathan para novo chutaço e uma incrível virada em cinco minutos. Cuca fechou a "casinha" com mais um defensor e contou com boas defesas de Everson para acabar com o mais longo jejum de títulos de um grande no Brasileirão. Uma festa linda e de quem mais mereceu.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 2 X 3 ATLÉTICO-MG

BAHIA - Danilo Fernandes; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Patrick de Lucca, Mugni (Daniel) e Rodriguinho (Ronaldo); Rossi, Raí Nascimento (Ramírez) e Gilberto (Rodallega). Técnico: Guto Ferreira.

ATLETICO-MG - Ederson; Mariano, Nathan Silva, Júnior Alonso e Guilherme Arana; Tchê Tchê, Zaracho (Igor Rabello) e Nacho Fernández (Eduardo Sasha); Keno, Vargas (Nathan) e Hulk. Técnico: Cuca.

GOLS - Luiz Otávio, aos 16, Gilberto, aos 20, Hulk (pênalti), aos 27, Keno aos 28 e aos 32 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Nathan, Guilherme Arana e Eduardo Sasha (Atlético-MG) e Mugni e Patrick de Lucca (Bahia).

ÁRBITRO - Flávio Rodrigues Guerra (SP).

RENDA - Não divulgada.

PÚBLICO - 29.514 presentes.

LOCAL - Arena Fonte Nova, em Salvador.