Atlético-PR quer acabar com "fantasma" paranaense

Desde 2004, o futebol paranaense esteve por diversas vezes em evidência no cenário nacional, representado, geralmente, por Atlético-PR, Coritiba e Paraná Clube. Nesta quarta-feira (20), a partir das 21h50, o Furacão iniciará a decisão em busca de mais um título de expressão para o futebol do Estado: a Copa do Brasil. Se conquistar a taça, o rubro-negro irá ainda afastar um fantasma que tem assombrado as equipes do Paraná nos últimos anos.

Desde 2001, quando o Atlético levantou pela primeira e única vez a taça de campeão Brasileiro, a dupla atletiba protagonizou momentos históricos no futebol brasileiro. Foram duas finais de Copa do Brasil, uma de Libertadores e um vice-campeonato Brasileiro. Em todas as ocasiões, os times do Estado ficaram no quase.

Em 2004, o Atlético liderou o Brasileirão até a penúltima rodada, quando enfrentou o Vasco, em São Januário. Derrotado por 1 a 0, gol de Petkovic, a equipe perdeu a liderança do nacional no apagar das luzes e viu a equipe do Santos, de Robinho, Diego e Cia, levantar a tão desejada taça.

O Cianorte também brilhou no cenário nacional. Em 2005, a pequena equipe do noroeste paranaense encarou o badalado Corinthians pela segunda fase da Copa do Brasil. Na primeira partida, o Leão do Vale surpreender e meteu 3 a 0 na equipe que contava com jogadores de renome, como Tevez, Roger, Carlos Alberto e Gustavo Nery. No jogo de volta, contudo, a equipe, então comandada por Caio Júnior, perdeu por 5 a 1 e acabou eliminado pelo time que viria a ser campeão brasileiro.

Ainda em 2005, o Atlético voltou a brilhar, mas em campos internacionais. Após passar por dificuldades na fase de grupos, o Furacão mostrou sua força no mata-mata e chegou à final da Libertadores após eliminar o Cerro Porteño, o Santos e o Chivas Guadalajara. Na final, a equipe foi obrigada a mandar sua partida no Beira-Rio e acabou empatando em 1 a 1 com o São Paulo. Na decisão, no Morumbi, vitória dos paulistas por 4 a 0.

Após a boa fase do rubro-negro, a boa fase coxa-branca. No ano em que voltava a disputar a Primeira Divisão, após o traumático rebaixamento de 2009, ano de seu centenário, o Coritiba, além de quebrar o recorde de maior sequência de vitórias na história do futebol, chegou à sua primeira final da Copa do Brasil. O adversário foi o Vasco. Na 1ª partida, em São Januário, derrota dos paranaenses por 1 a 0. Na grande decisão, no Couto Pereira, o Coxa venceu por 3 a 2, mas acabou perdendo o título nos critérios de desempate: em caso de igualdade no placar agregado, a vantagem seria do time que marcou mais gols fora de casa.

Ainda em 2011, o Coritiba teve outra chance de chegar à Libertadores. A equipe do Alto da Glória chegou na última rodada do Brasileiro dentro da zona de classificação para a Libertadores. A derrota por 1 a 0 no Atletiba na Arena da Baixada, contudo, tirou o Coxa da competição continental – o Furacão, por sua vez, acabou rebaixado à Segundona.

Em 2012, novamente o Coritiba chegou à Copa do Brasil. Desta vez, o adversário foi o Palmeiras (e a arbitragem). No jogo de ida, na Arena Barueri, vitória polêmica dos paulistas por 2 a 0 (os coxa-brancas reclamam de um pênalti que não existiu marcado a favor do Palmeiras, de um impedimento no gol de Betinho e de uma penalidade máxima não marcada em Tcheco no fim da partida). No jogo de volta, no Couto Pereira, empate em 1 a 1 (com o gol do Palmeiras surgindo em cobrança de falta que não existiu) e título com os paulistas.

Nesta quarta-feira (19), será a vez do Atlético tentar espantar o fantasma das decisões e dar o primeiro passo para o futebol paranaense voltar a comemorar um importante título.