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VOLTA ÀS RUAS

Atos em Curitiba e outras cidades defendem veto à lei contra abuso de autoridade

Protesto na Boca: crítica a manobras políticas
Protesto na Boca: crítica a manobras políticas (Foto: Cassiano Rosário)

Curitiba e outras cidades paranaenses voltaram a ser palco, neste domingo (25), de manifestações em defesa do governo Jair Bolsonaro (PSL) e da operação Lava Jato. Na Capital paranaense, o protesto começou por volta das 15 horas, na Boca Maldita, tradicional local de atos políticos da cidade. Os manifestantes também pediram o veto integral de Bolsonaro à lei contra o abuso de autoridade, aprovada pelo Congresso Nacional, e o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de participantes.

Alguns manifestantes defenderam ainda a indicação do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, para a Procuradoria-Geral da República. E pediram a aprovação do pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. A manifestação foi organizada pelo movimento “Vem Pra Rua” e outros grupos pró-Bolsonaro. Foi o primeiro ato realizado por eles desde que o site The Intercept Brasil começou a publicar mensagens trocadas entre Moro quando ainda era juiz federal e o coordenador da Lava Jato, apontando a estreita relação entre os procuradores da força-tarefa e o então magistrado.

Os organizadores disseram que o protesto visava “denunciar manobra organizada entre integrantes da classe política para acabar com a prisão em segunda instância, que pode ter impacto na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em Curitiba desde abril de 2018.
Outros estados - Manifestações semelhantes foram registradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Distrito Federal e Bahia. Em Brasília, o ato reuniu cerca de 5 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, segundo estimativas dos próprios organizadores. A Polícia Militar não divulgou números de participantes no protesto e não foram registradas ocorrências. Os manifestantes se reuniram em frente ao Congresso Nacional pela manhã, vestidos de verde e amarelo. Havia um boneco inflável do ministro da Justiça, Sergio Moro, vestido de super homem.

Sanitários - Segundo o Vem Pra Rua, o protesto deve ocorreu em mais de 80 cidades pelo País. Em Belo Horizonte (MG), Sanitários químicos alugados por fundadores do Patriotas, que participaram da organização do ato junto com o movimento Vem Pra Rua, tiveram cartazes pregados com a inscrição “STF - Sanitário Togado Fedorento”. Pela primeira vez em atos pró-Bolsonaro em BH ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficaram em segundo plano.
“As pessoas elegeram Jair Bolsonaro para ele mudar o que vinha ocorrendo no País em relação à corrupção”, afirmou a coordenadora do Vem Pra Rua na cidade, Kátia Pegos, que acredita em possível perda de apoio da população ao presidente caso a lei não seja vetada integralmente.

Para a militante, as instituições estão querendo se blindar contra investigações. “Há indícios de que o presidente não está sendo tão incisivo como deveria nesta questão. Bolsonaro não tem que ter medo de enfrentar deputados, senadores ou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O povo está com ele”, disse.

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