Quadro de medalhas

Atrás da China, EUA usam contagem alternativa para liderar os Jogos de Tóquio

Passada pouco mais de uma semana da realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, a China surge como líder isolada do quadro de medalhas. Mas essa posição de protagonismo vem despertando polêmica graças a uma contagem alternativa que vem sendo explorada pelos órgãos de comunicação dos Estados Unidos. Eles ranqueiam as nações pelo número total de medalhas e não pelo peso (ouro, prata e bronze), que são conquistadas.

O quadro de medalhas oficial aponta a China em primeiro lugar, seguido pelos Estados Unidos. Sede do torneio, o Japão aparece no terceiro posto.

De acordo com a contagem utilizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), os chineses lideram a corrida por terem 29 ouros contra 22 dos americanos. Já pela contagem alternativa dos veículos de comunicação dos Estados Unidos, a troca do primeiro para o segundo colocado se deve pelo fato de a delegação americana ter um total de 64 medalhas, duas a mais que a China.

Essa contagem alternativa vem sendo adotada desde os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Naquela edição, a China foi líder do quadro de medalhas pelos critérios do COI. Os Estados Unidos, no entanto, tiveram mais pódios. Veículos com o peso do jornal New York Times e emissoras de TV como a NBC adotam essa novo esquema de contagem que acaba colocado os americanos em evidência.

Pelos critérios do COI, o Brasil ocupa o 18.° lugar com dois ouros, três pratas e cinco bronzes, totalizando 10 medalhas no total. Caso o Comitê Olímpico do Brasil (COB) adotasse o esquema americano de contagem, o país ficaria na frente da Croácia (16.º), por exemplo, que tem um ouro a mais, porém tem sete medalhas no total.

A República Checa (13.º), com quatro ouros, mas com um total de oito medalhas, também ficaria atrás do Brasil diante dessa contagem. O país passaria a ser o 15.º no ranking levando em conta o total de medalhas conquistadas.