Azeite de Oliva, mitos e verdades

Cada vez são mais freqüentes as degustações de azeite de oliva, normalmente acompanhadas das apresentações de vinhos, mas já reconhecidas por despertarem a atenção dos consumidores brasileiros. Devido a essa demanda que cresce dia-a-dia, muitas informações sobre os delicados azeites andam sobrando em páginas de jornais, revistas e sites especializados em culinária. O que ainda falta é divulgar a esse público interessado e tão específico os aspectos sensoriais desse delicado tempero. Buscando esse objetivo, a página de culinária do JE conversou com especialistas sobre o tema. Acompanhe agora os principais mitos do azeite de oliva, ou seja, tudo que você tem que esquecer ao escolhê-lo na hora da compra. 

  • 1 - Não leve a sério e não acredite em quem lhe diz que azeites de oliva de primeira prensagem são melhores. Na real, todos os azeites de oliva virgens, bons ou ruins, nos dias de hoje, resultam de uma primeira prensagem, portanto não é esse um fator que define a qualidade do produto.
  • 2 – É mito que azeites de oliva com baixa acidez são mais gostosos ou intensos A acidez é um fator de classificação importante do azeite de oliva virgem, mas não serve para indicar a qualidade sensorial do produto. É impossível fazer a associação quanto menor for a acidez, mais gostoso será o azeite de oliva. A acidez é gustativamente imperceptível. O que deve ser levado em conta é que a acidez tende a ser menor quando a coleta e o processamento das azeitonas são bem feitos. Por isso é comum que bons azeites tenham acidez baixa. No entanto, é possível encontrar um azeite com grau de acidez baixo, mas com pouca personalidade, pouco aroma e de sabor apagado. O contrário também é verdade: um azeite com acidez um pouco mais alta, mas de presença marcante na boca.
  • 3 - Desconfie de quem afirma que azeites de oliva de cor verde são mais fortes. A cor é outro atributo que também não influi na qualidade sensorial do azeite. A cor verde é resultado da quantidade de clorofila (pigmento de cor verde) presente no produto. A clorofila transmite ao azeite de oliva, além dos tons esverdeados, notas sensoriais mais amargas. Todos os demais aspectos sensoriais não podem ser avaliados pela cor do azeite de oliva. Os mais verdes, normalmente, resultam da prensagem de frutos iniciais da colheita.
  • 4 – Acredite: os azeites de oliva não são saudáveis porque não contém colesterol. Ora, esse é um apelo infundado! Pense, todo o alimento de origem vegetal não contém colesterol. Isso vale também para o azeite de soja. Não é a ausência de colesterol que justifica a aquisição do azeite.
  • 5 - Os azeites são melhores quando jovens. É fato! O primeiro fator de qualidade sensorial é bastante simples: a data de fabricação. O azeite de oliva, ao contrário de alguns vinhos, é tanto melhor quanto mais jovem.
  • 6 - É verdade incontestável!Só degustando é que se pode avaliar um azeite de oliva. Ele tem de ser complexo, apresentar corpo, evoluir em transições sensoriais diversas e permanecer com seu retro-gosto. Esse conjunto manifesta sua personalidade. Dessa forma é um bom hábito provar uma pequena porção do produto puro logo depois da compra. Com o tempo, o seu paladar vai se adaptar e descobrir sua preferência.