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327 anos de Curitiba

Badalar dos sinos das igrejas católicas lembram aniversário de Curitiba; arcebispo pede orações pelo fim da pandemia

O aniversário de 327 anos de Curitiba foi lembrado neste domingo, 29 de março, ao meio-dia pelo soar dos sinos das igrejas católicas da cidade. O badalar dos sinos foi em atendimento a uma sugestão do prefeito Rafael Greca. Uma carta do arcebispo dom José Antônio Peruzzo enviada às paróquias pede que os sinos toquem enquanto as famílias oram em casa pelo fim da pandemia do novo coronavírus. 

Um roteiro de oração, chamado de “Súplica pela cidade de Curitiba”, foi disponibilizado no site da Arquidiocese. 

Veja a carta do arcebispo de Curitiba aos párocos:

No próximo domingo, dia 29 de março, transcorre o aniversário da nossa cidade de Curitiba. São 327 anos de uma história. Foi naquele dia, na Quaresma de 1693, justamente no recinto da primitiva Igreja de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. A Igreja estava lá, quase como um berço. A partir de então houve vitórias, houve glórias. Mas também os vencidos e os feridos participaram. E a identidade católica delineou nosso povo curitibano desde os primeiros dias. Com a Igreja Curitiba celebrou muitas grandezas. E nos dias de dor suplicou com esperança.

Também agora atravessamos uma fase de muitas incertezas. A pandemia nos alcançou. A doença ameaçadora pode chegar às nossas casas. A economia mergulharia em profunda crise. E é angustiante o que pode sobrevir, particularmente para a população mais pobre. Todavia, como em outros tempos, a unidade e a oração sustentaram a força e a esperança de povos inteiros, agora toca a nós, ministros dos mistérios de Deus, ajudar nossa gente curitibana a não perder a confiança.

Desde a Prefeitura Municipal, em conversa direta com o Senhor Prefeito, chegou a proposta de fazer soar os sinos em todas as nossas Igrejas católicas (as que têm sino), pelo tempo de 15 minutos, a partir das 12.00hs. Enquanto os sinos repicam em sinal de ânimo, fé e esperança, nossas famílias católicas se põem em oração pelo fim da pandemia.

Pareceu-me muito pertinente e sensata a sugestão. Não se trata de ufanismo inconveniente. O repicar dos sinos retrata simbolicamente uma atmosfera de comunhão e de esperança. As famílias não podem se encontrar fisicamente, mas podem se reconhecer em um coro orante no qual os sinos seriam a voz de um povo em súplica.

Peço-lhe, pois, que faça soar com vigor o sino de sua Igreja neste próximo domingo exatamente ao meio-dia. Sirva-se de todos os meios de que dispõe para comunicar aos paroquianos o sentido do gesto. Será disponibilizada no site da Arquidiocese, mas também para todas as redes sociais, uma liturgia familiar, preparada justamente para aquele momento. Desse modo, a um só tempo, os sinos tocam e o povo ora. Não estaremos nas igrejas, mas nossas casas serão Igreja.

Caríssimo padre, quando nos sentimos fracos também ansiamos mais por experiências solenes e sublimes de fé. É assim que está o nosso povo.

Deixo-lhe um grande abraço.

Dom José Antonio Peruzzo

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