Crise do coronavírus

Bares de Curitiba têm quem assumir responsabilidade na pandemia, diz categoria

Fábio Aguayo: “Temos uma semana para reverter o quadro. Se não, muda de novo a cor da bandeira"
Fábio Aguayo: “Temos uma semana para reverter o quadro. Se não, muda de novo a cor da bandeira" (Foto: Reprodução de vídeo)

Os bares de Curitiba terão sete dias para tomar ações conjuntas para reverter o aumento de casos de coronavírus. Os estabelecimentos estão ameaçados de fechamento se Curitiba retornar a bandeira laranja no combate à pandemia. É o que disse o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, após uma reunião nesta sexta-feira (20) na Prefeitura de Curitiba.

Por enquanto, apesar da alta do número de casos, Curitiba ainda está em bandeira amarela, o que permite a abertura de setores não essenciais, como bares e casas noturnas.

Na reunião, foram levantadas as questões das aglomerações fora dos bares e restaurantes, assim como das festas clandestinas, ônibus, mercado municipal, igrejas, padarias e supermercados. Segundo Aguayo, haverá fiscalização sobre os bares e casas noturnas e os estabelecimentos que estiverem descumprindo as normas de distanciamento social, aglomeração, álcool gel e máscara serão fechados.

“Temos uma semana para reverter o quadro. Se não, muda de novo a cor da bandeira. Nós, de bares, restaurantes e casas noturnas, temos que chamar a responsabilidade. Temos que nos atentar a todos os pontos falhos. Existem pontos falhos, temos que assumir os pontos falhos”, falou Aguayo, nesta sexta, após a reunião. “Em sete dias será difícil, mas temos que chamar a atenção da categoria. Vamos trabalhar como nós estávamos fazendo antes da eleição. Vamos cobrar nossa responsabilidade”.

Na reunião, a Prefeitura martelou as atitudes que podem ajudar a reduzir a disseminação do vírus e falou em ações conjuntas com o setor privado. As atitudes são manter distanciamento social (mesas e as pessoas que não pertencerem a uma mesma família devem ficar distantes), uso de máscaras, disponilbilização de álcool em gel para uso da equipe de trabalho e, principalmente, proibir aglomerações.