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boa pedida para o feriado

Bienal de Quadrinhos discute HQ e cidades com artistas, palestras, debates e exposições

O maior evento de quadrinhos do sul do país é a principal atração cultural para o feriado de 7 de setembro em Curitiba. Entre os dias 6 e 9 de setembro, no Museu Municipal de Arte (MuMA), acontece a 5ª edição da Bienal Internacional de Quadrinhos, com palestras, debates, feira de HQs, sessão de autógrafos, oficinas, shows musicais e exposições simultâneas. Todas as atividades serão gratuitas.
A curadoria é de Mitie Taketani, proprietária da loja Itiban Comic Shop, reduto dos leitores e amantes da nona arte em Curitiba que há 29 anos debate, divulga e movimenta o gênero na cidade; e de Érico Assis, jornalista especializado em quadrinhos e tradutor de HQs como “Retalhos” e “Habibi”, de Craig Thompson, “O Escultor”, de Scott McCloud, “Meu Amigo Dahmer”, de Derf Backderf , “Aqui”, de Richard McGuire, e tantas outras.
São mais de 60 artistas convidados, como Gidalti Jr., autor de “Castanha do Pará”, primeira obra ganhadora da categoria História em Quadrinhos do Prêmio Jabuti; Marcelo D’Salete - vencedor do prêmio Eisner, o mais importante do mundo em se tratando de HQs, com sua obra “Cumbe/ Angola Janga”; Luiz Gê, Rafael Campos Rocha, Caco Galhardo, Luli Penna, Guazzelli, Julio Shimamoto, Fabio Zimbres e muitos outros. 
O homenageado da edição, que irá receber o Prêmio Cláudio Seto de Quadrinhos, é Key Imaguire. Arquiteto onipresente em Curitiba, é um agitador cultural convicto, dono de um precioso acervo de quadrinhos e idealizador da Gibiteca de Curitiba, a primeira do Brasil.
Dando continuidade à ideia de oferecer um evento com identidade própria e proporcionar reflexões diversas através das HQs, o tema escolhido para a edição 2018 é “A Cidade em Quadrinhos”. A relação com o ambiente urbano, a utilização do espaço público, as diferentes culturas que circulam pelos grandes centros e os microambientes de cada bairro, casa e vida em contraste com a urbe são temas que figuram em grandes obras dos quadrinhos e interesse de vários autores. Tudo que faz da cidade um organismo vivo, em constante transformação, alimenta as HQs - e as discussões que queremos promover. O assunto estará presente nas mesas e debates, que ocorrerão durante todos os dias do evento (ver programação completa abaixo).

Nós em Traço
O coletivo multidisciplinar formado por Alessandra Lange, Ana Paula Luz, Juliane Engelhardt e Patrícia Machado atua entre as fronteiras da Dança, da Educação e das Artes Visuais, com foco no público infantil. Uma sala do MuMA – Portão Cultural irá receber esta performance no dia 8 de setembro, sábado, a partir das 15h.

Leia Mulheres
Grupo de leitura, resistência e debate criado por Emanuela Siqueira, mestranda em Estudos Literários pela UFPR. Emanuela é tradutora (inclusive de quadrinhos) e faz parte de uma vertente acadêmica muito atual e ativa, que valoriza a questão de gênero em obras literárias. Na Bienal, o grupo irá ler e debater “Sem Dó” (Todavia), HQ de Luli Penna sobre a São Paulo dos anos 1920. Com presença da autora e mediação da jornalista Fernanda Maldonado. No dia 8 de setembro, sábado, às 14h, no Palco Ocupa.

Croquis Urbanos
Desenhar ao ar livre por puro prazer, estimular a diversidade de linguagens gráficas e despertar o interesse por personagens, pela arquitetura e pelo design urbano de Curitiba. Esta é a proposta que move há cinco anos o grupo Croquis Urbanos, formado por amadores e profissionais, que semanalmente se encontra para observar e “eternizar” cenas do cotidiano da cidade. Durante a Bienal, os artistas e interessados vão retratar o MuMA – Portão Cultural. Quem quiser chegar junto, sinta-se à vontade! É só levar seu material de desenho. Os croquiseiros receberão a todos. Esta ação ocorre no dia 9 de setembro, domingo, a partir das 11h.

Impressão Minha (27’15”)
Diante da hegemonia digital, a materialidade do livro ainda instiga. Dirigido por Gabriela Leite, Daniel Salaroli e João Rabello, o documentário “Impressão Minha” discute o mercado editorial independente e o livro como objeto. O filme foi lançado no MIS (SP) em julho deste ano e será exibido na Bienal no dia 9 de setembro, domingo, às 17h.

Relembre
Em sua última edição, em 2016, cerca de 30 mil pessoas circularam pelo MuMA durante a 4a. Bienal de Quadrinhos, que trouxe mais de 100 artistas – como o catalão Joan Cornellá, a equatoriana Power Paola, o uruguaio Troche e os brasileiros Laerte, Jaguar, Marcello Quintanilha, Rafael Sica e Benício.
A Bienal de Quadrinhos de Curitiba conta com incentivo da Sanepar, Divesa e Elejor por meio da Lei Rouanet - Ministério da Cultura, Governo Federal, parceria da Fundação Cultural de Curitiba e Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

Ações
Sonhar Curitiba & Olhar a Cidade

Seguindo o tema desta edição, “A Cidade em Quadrinhos”, nossos artistas serão convidados para um desafio e uma reflexão: que cidade imaginam para o futuro? O resultado dessa observação crítica poderá ser apreciado em obras de tamanhos e técnicas diversas, como grafite, colagem, ilustração e em meio digital. Os trabalhos farão parte da mostra “Sonhar Curitiba” e estarão expostos na sala 1 do MuMA – Portão Cultural, durante os dias da Bienal. A curadoria é da Bienal de Quadrinhos em parceria com a Gibiteca de Curitiba e com o projeto Traços Curitibanos. Enquanto a cidade é pensada e registrada, Guazzelli vai lembrar da infância em Vacaria (RS) e associá-la a Curitiba. Luli Penna terá a missão de entrar num ônibus de linha e observar a cidade pelas janelas. E Marcello Quintanilha vai flanar por Curitiba para redescobrir e retratar a art déco, característica arquitetônica que viveu seu apogeu na década de 30. Esta é a ação “Olhar a Cidade”, residência que integra a Bienal deste ano em parceria com o SESI. O responsável por unir essas duas ações é Guilherme Caldas, “explorador” e ciclista convicto. O artista vai percorrer Curitiba de ponta a ponta para revelar o que nos passa despercebido. A Casa Heitor Stockler de França, no Centro de Curitiba, será o local onde os artistas irão desenvolver suas ideias e colocá-las no papel. A exposição estará em uma das salas da Bienal, no MuMA – Portão Cultural.

SERVIÇO
Bienal de Quadrinhos de Curitiba 2018
Quando: De 6 a 9 de setembro 
Onde: Museu Municipal de Arte (MuMA) - Portão Cultural – Avenida República Argentina, 3432, Portão 
Entrada: Gratuito
Facebook: facebook.com/bienaldequadrinhos
Twitter: @bienalhq - Instagram: @bienaldequadrinhos

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