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Segurança

Bloqueio e rastreadores ajudam a reduzir índices de roubos de celulares

Celulares roubados e recuperados pela Polícia Civil
Celulares roubados e recuperados pela Polícia Civil (Foto: Divulgação Polícia Civil do PR)

O número de celulares furtados ou roubados no Paraná diminuiu gradativamente nos últimos três anos. De acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-PR), a redução do número de furtos foi de 7,5% na comparação do primeiro semestre de 2019 com o mesmo período de 2018, e de 24,1%, em comparação com 2017. Já o número de roubos diminuiu 17,3% de 2018 para 2019 e 53% se comparado o primeiro semestre de 2019 com o mesmo período de e 2017. No primeiro semestre de 2019 foram registrados 9.242 furtos e 6.781 roubos de aparelhos celulares em todo o Estado.

Parte do fenômeno é atribuída à tecnologia, que permite rastreamento ou bloqueio total de aparelhos. O bloqueio mais comum é por meio do Imei, sigla para “International Mobile Equipment Identity”, possível para qualquer aparelho smartphone. É um código de identidade de cada dispositivo eletrônico, como celulares, e que com esse código é possível inutilizar um aparelho após a realização de um Boletim de Ocorrência (BO). A própria Polícia Civil pode solicitar o bloqueio à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ou o proprietário, de posse do Imei, pode solicitar que a operadora de telefonia faça a solicitação. De qualquer forma, é exigida confecção do B.O para que o bloqueio seja realizado.

Apesar disso, muitos aparelhos ainda são furtados ou roubados para serem desmontados depois de vendidos para receptadores. Nesse caso, o trabalho da polícia é focado em investigar as lojas que vendem peças de segunda linha. Mas, o mais comum, segundo o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, é a venda de celulares por meio de sites de vendas.

“O que chama atenção é que muitas pessoas acabam repassando celulares por meio de sites de vendas, porque acham que é um ambiente privado, que seria difícil de rastrear. Só que nós, aqui em Curitiba, recuperamos dezenas de celulares todos os meses só fazendo buscas em sites desse tipo”, aponta.

O delegado recomenda que aparelhos sejam comprados somente com nota fiscal em loja autorizada ou em nome do proprietário identificado. Magalhães também alerta que comprar um aparelho sem procedência pode implicar o comprador no crime de receptação.

“A gente sempre ressalta que as pessoas devem comprar esses produtos em lojas que forneçam uma certa garantia. É temerário comprar pela internet. Também tem grupos de Whatsapp, de Facebook, onde há essa prática muito comum (de venda de celulares roubados). A gente consegue recuperar esses aparelhos. Também é comum aqui na delegacia que as pessoas que compraram celular venha relatar um problema. Dizem ‘olha, comprei aparelho pela internet e apareceu como bloqueado’. A gente investiga e descobre que é um aparelho roubado”, diz.

Apesar da queda, casos ainda são significativos

Embora os números mostrem uma redução no número de registros, o número de casos ainda é significativo. Exemplo é o caso da jornalista Adriana Lopes, que passou dois anos morando em Boston, nos Estados Unidos, e foi assaltada assim que chegou a Curitiba. Três dias depois de retornar, Adriana teve o celular levado no Parque Bacacheri. “Fui batizada”, ironiza.

Adriana conta que no primeiro passeio despretensioso foi vítima de assalto. “Fui fazer uma caminhada com meu cachorro, às 16 horas, num bosque que fica próximo à minha casa. Estacionei o carro dentro do parque e fui andar, do lado de fora. Não consegui completar uma volta inteira no quarteirão quando fui abordada por três rapazes. Um deles tomou o aparelho da minha mão e o outro puxou o fone que estava no meu ouvido. Eles saíram andando normalmente, como se nada tivesse acontecido. O lugar tem guarda, mas na hora que aconteceu não tinha ninguém por perto”, conta.

Ela diz que compartilha do sentimento de outras vítimas, que relatam estar em constante estado de atenção. “Nós, a população, estamos presos e eles, os marginais, é que estão soltos, cometendo crimes e assustando a sociedade sem o menor pudor. Como eu ia fazer para me defender de três cretinos? Claro que preferi não reagir. O iPhone foi, mas a decepção de não ter como me defender fica”, relata.

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