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Boeing vai mudar sistema de avião envolvido em quedas e banido por governos, diz agência

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Boeing mudará em cerca de dez dias o sistema de estabilização dos aviões 737 MAX 8, modelo que protagonizou dois acidentes letais nos últimos meses.

A informação foi dada por duas fontes ligadas ao caso à agência AFP. Procurada, a Boeing se recusou a comentar.

Aviões do modelo 737 MAX 8 caíram na Indonésia, em outubro, e na Etiópia, no último fim de semana.

Chamado Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS; sistema de ampliação das características de manobra, em tradução livre do inglês), o sistema esteve envolvido na queda do avião da Lion Air na Indonésia, em outubro.

Naquela ocasião, a aeronave -modelo 737 MAX 8- caiu minutos após a decolagem, matando 189 pessoas.

Ainda não há confirmação de que esse sistema tenha sido causa do acidente fatal da aeronave da Ethiopian Airlines, que caiu no fim de semana passado matando seus 157 ocupantes.

Mas os primeiros elementos da investigação sugeriram um mau funcionamento do sistema MCAS, que visa impedir a desestabilização da aeronave.

As caixas-pretas do avião acidentado na Etiópia estão sendo analisadas por autoridades francesas, a fim de elucidar a causa.

Após o acidente, mais de 40 países, entre eles os Estados Unidos, ordenaram a suspensão do uso das frotas de aviões modelos 737 MAX 8 e 737 MAX 9.

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação) decidiu na última quarta (13) suspender os voos desse modelo de aeronave no país.

Vários pilotos americanos disseram ter enfrentado mau funcionamento deste dispositivo. Por isso, a Administração Federal de Aviação dos EUA solicitou à Boeing que modificasse o programa.

Uma das fontes disse à AFP que a fabricante americana já havia começado a desenvolver uma solução nas semanas após o acidente da Lion Air, e que a instalação desse ajuste levará duas horas por avião.

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