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Política

Bolsonaro ataca 'indústrias' da reserva indígena e da expropriação de terras por trabalho escravo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dias após ter recebido oficialmente apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária, composta por políticos que defendem a pauta dos empresários do campo, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) defendeu pautas ruralistas na última transmissão ao vivo que fará até domingo (7), quando será realizado o primeiro turno das eleições.

Nesta sexta-feira (5), Bolsonaro falou em uma "indústria de demarcação de terras indígenas" e criticou as expropriações de imóveis como punições para locais nos quais o trabalho escravo é encontrado. Além disso, prometeu acabar com o comércio de bananas com o Equador que, segundo ele, prejudica os produtores do Vale do Paraíba e "não faz sentido".

"Produtor rural não pode continuar sendo refém. Entre outras coisas, [eles sofrem com] invasão do MST e falta de uma retaguarda jurídica. Hoje a fazenda é dele [produtor], amanhã pode ser da reserva indígena tal", disse o candidato.

"[Os produtores] estão cansados da indústria da multa. Ibama e ICMBio. Não vou entrar em detalhe porque é muito longo, mas você vai no artigo 81 da Constituição e é bem claro lá, dizendo que essas 'multagens' por trabalho escravo ou análogo à escravidão a pena, segundo o ativismo judicial, é a expropriação do imóvel", completou.

Em seu programa de governo, Bolsonaro manifesta a intenção de acabar com a emenda constitucional 81, conhecida como "PEC do trabalho escravo", que incluiu a determinação da expropriação de terras nas quais se encontrasse trabalho análogo à escravidão.

Bolsonaro disse que o Brasil não pode importar bananas ou pasta de água de coco (neste caso, da Indonésia) porque há produtores brasileiros nesses setores. Ele falou em defender o produtor rural brasileiro em detrimento de países exportadores.

"Banana se produz em qualquer lugar do Brasil. Desse jeito outros países vão reivindicar exportar banana para a gente", completou o capitão reformado do Exército.

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