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Laranjas

Bolsonaro avalia demissão de ministro do Turismo

Lorenzoni: “O governo observa”
Lorenzoni: “O governo observa” (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS), afirmou ontem que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) aguarda as investigações sobre a responsabilidade de criação de candidaturas “laranja” do PSL em Minas Gerais para avaliar a possibilidade de demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. “O governo observa, mas, nesse momento, não há nada nesse sentido”, disse Lorenzoni.
Ele ainda ressaltou as diferenças entre o caso do ministro do Turismo e o recente episódio que levou à exoneração do ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno. “O problema do ministro que foi afastado foi muito mais uma ruptura em uma amizade de muitos anos”, afirmou. Ele lembrou que houve um estopim causado por candidaturas em Pernambuco, “mas a razão da exoneração foi uma ruptura na relação de amizade” e, “do ponto de vista que envolve Marcelo Álvaro, é outra coisa” esclareceu o chefe da Casa Civil.
Ainda sobre o ministro do Turismo, Lorenzoni afirmou que é necessário dar tempo para que sejam feitos os esclarecimentos pelas autoridades e a decisão final é de Jair Bolsonaro. “Em um regime presidencialista, a decisão é do presidente”, finalizou.
De acordo com o chefe da Casa Civil, Bolsonaro ainda vai avaliar a situação do ministro caso apareça seu envolvimento direto no esquema de candidaturas laranjas do PSL. Onyx ponderou, no entanto, que, neste momento, a intenção não é demiti-lo. Ele disse que Bolsonaro acompanha com atenção a apuração sobre o caso e defendeu que, antes de se tomar uma decisão, é preciso “dar o tempo para que os esclarecimentos venham a público”. “Se houver algo de gravidade, de responsabilidade direta do ministro, o presidente vai analisar e tomar a sua decisão”, acrescentou.
O jornal Folha de S.Paulo revelou no início do mês que o ministro patrocinou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara dos Deputados. Candidata nas últimas eleições a deputada estadual pelo PSL de Minas Gerais, a professora aposentada Cleuzenir Barbosa afirmou ter havido um esquema de lavagem de dinheiro público pela sigla no estado. Ela entregou ao Ministério Público mensagem em que um assessor de Álvaro Antônio cobrava a devolução de verba pública de campanha para destiná-la a uma empresa ligada a outro assessor do político.
Pauta negativa - O envio do texto da reforma previdenciária na quarta-feira deu sobrevida ao ministro. Com a queda na segunda-feira de Gustavo Bebianno (Secretaria Geral), o presidente está convencido, segundo integrantes de sua equipe, de que não deve criar mais uma pauta negativa neste momento.
A avaliação é de que uma nova demissão neste momento poderia sinalizar ao Poder Legislativo o enfraquecimento da gestão federal, criando condições para que deputados da futura base aliada já iniciem movimento para alterar pontos da iniciativa.

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