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Bolsonaro omite dados sobre vacinas da Pfizer e se contradiz em live

Bolsonaro, na live desta quinta-feira
Bolsonaro, na live desta quinta-feira (Foto: Reprodução de vídeo)

O presidente Bolsonaro omitiu dados sobre as vacinas da Pfizer e da Oxford nesta quinta-feira (13), em sua live semanal nas redes sociais. Ele falou sobre as duas vacinas da Covid-19, mas não disse nada sobre a declaração de que a Pfizer afirma ter feito propostas ao governo brasileiro para negociação do imunizante ainda em 2020. Sobre a vacina da Oxford, não afirmou que firmou acordos para a produção da vacina britânica em meados de 2020, quando o imunizante ainda estava sendo testado. O fato de as vacinas ainda estarem em testes teria sido o argumento para o governo não assinar com a Pfizer em 2020.

Nesta quinta, em depoimento da CPI da Covid, o executivo da Pfizer Carlos Murillo declarou que, em 26 de agosto, a empresa propôs um acordo pelo qual o Brasil receberia um total de 18,5 milhões de doses até junho, com as entregas começando em dezembro de 2020. Seriam doses suficientes para imunizar mais 9,25 milhões de pessoas, em tese. Por essa proposta, o Brasil teria começado a receber vacinas já em dezembro de 2020— mas todas recusadas pelo governo federal.

No caso da Pfizer, Bolsonaro falou sobre um contrato firmado pelo Brasil com a Pfizer em março, que previa a entrega de 100 milhões de doses de vacinas para a Covid-19, em vez das 70 milhões oferecidas pela empresa. “Fechamos contrato com a Pfizer, em vez de, no total 70 milhões (de doses), no total de 100 milhões. Em vez de 9 milhões no primeiro semestre, estamos comprando 14 milhões. E no segundo semestre, em vez de comprarmos como lá atrás 61 milhões, estamos comprando 86 milhões”, disse o presidente.

Fora as pessoas que se submeteram aos testes de vacinas, a primeira pessoa imunizada contra Covid-19 foi uma idosa de 90 anos, na Inglaterra, no dia 8 de dezembro de 2020. O imunizante da Pfizer teve sua eficácia anunciada em 9 de novembro e, pela proposta da fabricante, a entrega de vacinas poderia ser feita a partir de dezembro. “Tínhamos impedimento. Não tínhamos garantia jurídica, tinha que passar pela Anvisa”, disse Bolsonaro, nesta quinta.