Aliado

Bolsonaro reconduz maior aliado de Cunha e Temer ao conselho de Itaipu

Marun: em março do ano passado, ex-deputado foi exonerado por determinação de um desembargador com base na Lei das Estatais de 2016.
Marun: em março do ano passado, ex-deputado foi exonerado por determinação de um desembargador com base na Lei das Estatais de 2016. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconduziu Carlos Marun (MDB), um dos maiores aliados do ex-deputado-federal e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB), ao conselho da Itaipu Binacional, hidrelétrica gerida pelo Brasil e Paraguai, na fronteira entre os dois países. Marun foi ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (MDB) e nomeado ao conselho de Itaipu no último dia de mandato do ex-presidente, em 31 de dezembro de 2018.

Em março do ano passado, foi exonerado por determinação de um desembargador com base na Lei das Estatais de 2016. A legislação afirma que ministros não podem participar de conselhos administrativos de estatais. Porém, como a Itaipu é binaciItaipu é binacional, há divergências quanto à interpretação. Antes de assumir a pasta no governo Temer, Marun se notabilizou por defender Eduardo Cunha, preso desde 2016 após condenação por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no âmbito da Operação Lava Jato. Cunha ficou preso em Curitiba, depois foi transferido para Bangu, no Rio de Janeiro, e hoje cumpre prisão domiciliar devido à pandemia do coronavírus.

Em 2017, em entrevista à Folha de São Paulo, Marun declarou que a defesa de Cunha o tirou do anonimato. O ex-ministro foi também um dos maiores defensores de Temer, inclusive tendo visitado o ex-presidente mais de uma vez na prisão. Quando denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer foi barrada na Câmara dos Deputados, chegou a dançar em plenário.