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Teatro

Caixa Cultural traz a Curitiba o espetáculo `Eu, Moby Dick´

(Foto: Caio Galucci)

O espetáculo “Eu, Moby Dick”, com dramaturgia de Pedro Kosovski, a partir da obra-prima de Herman Melville será apresentado nos dias 20, 21 e 22 de setembro na Caixa Cultural Curitiba. O personagem-título é uma baleia branca, Moby Dick, contra a qual luta o capitão Ahab, comandante do Pequod. Toda experiência que Melville adquiriu como caçador de baleias aparece em seu romance, onde o autor vale-se de várias reflexões particulares para transformar o cotidiano de um navio baleeiro, bem como a pesca em si, numa metáfora da condição do “sujeito contemporâneo”. Nesse sentido, o romance de Melville é um terreno ideal para conduzir os espectadores.

No elenco Márcio Vito, Gabriel Salabert, Kelzy Ecard e Noemia Oliveira se lançam no desafio de viverem ao mesmo tempo o Capitão Ahab, Ismael, Moby Dick e o próprio navio Pequod, levando a questionamentos sobre os caminhos escolhidos e confrontados. A obra de arte/cenário/instalação é inspirada num grande universo de destroços em que nos encontramos, onde são projetadas por vídeo mapping os subconscientes dos personagens, suas reflexões, medos, anseios e ambições.

Embarcar no navio Pequod, é embarcar numa batalha entre a razão humana e o instinto animal, e confrontar-se com Moby Dick acaba sendo confrontar-se com os fantasmas que nós mesmos criamos, confrontar a si mesmo com a simples possibilidade de estar vivo ou ter que se deparar com a própria morte. O espetáculo é uma obra de extrema poesia visual que leva o público a uma experiência imersiva, multimídia e sensorial.

Diretor dos musicais “Ayrton Senna” e “O Meu Destino é Ser Star”, com “Eu, Moby Dick” Renato Rocha apresenta seu trabalho de pesquisa de linguagem pelo qual é reconhecido na Europa. Nesta mesma linha, em 2018, seu espetáculo “S’Blood” foi indicado ao Prêmio Shell-RJ, na categoria inovação. “Eu, Moby Dick” segue a metodologia e a filosofia de trabalho de Renato Rocha, em seus sucessos anteriores, onde o diretor transforma o espaço cênico numa plataforma multimídia multidisciplinar, proporcionando uma verdadeira experiência ao público.

“O espetáculo navega nas mesmas metáforas que Melville traz em seu livro, tendo como objetivo aprofundar minha pesquisa de uma linguagem artística mais universal e aberta, uma obra que não se prende a uma dramaturgia linear onde o espectador é refém de um entendimento intelectual, num processo criativo que se apropria das metáforas extraídas do romance para falar sobre temas relevantes da contemporaneidade e traçar um olhar profundo sobre o sujeito contemporâneo”, comenta o diretor Renato Rocha.

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