Abastecimento de postos

Caminhoneiros ignoram liminar e voltam a bloquear acesso ao terminal de carregamento de combustível em Araucária

(Foto: Narley Resende)

Os caminhoneiros que bloqueiam a passagem de combustíveis na saída da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar),  Refinaria da Petrobras em Araucaria, na Região Metropolitana de Curitiba, há oito dias, chegaram a  suspender o bloqueio na manhã desta segunda-feira, 28, após receberemn notificação feita pela Justiça, que determinou o fim do bloqueio. A Repar fornece combustível para todo o Paraná, Santa Catariana e Sul de São Paulo.

Mas a maior parte do grupo, porém, não se intimidou com a presença policial e resolveu retomar o bloqueio da passagem de caminhões-tanque na saída das distribuidoras que ficam no Pool da Petrobras. Um grupo de manifestantes chegou a deitar na pista, por volta das 11h55, para impedir a passagem de caminhões tanque e viaturas da polícia militar. 

Uma liminar da Justiça Estadual, obtida pelo Sindicombustiveis, que representa donos de postos, determina o desbloqueio do acesso ao terminal de carregamento de combustíveis de Araucária, para todos os postos associados da entidade no Paraná. A multa estipulada em caso de descumprimento é de R$ 10 mil por pessoa identificada no bloqueio. 

A diretoria do sindicato levou a decisão judicial ao comando da Polícia Militar neste domingo, 27, à noite, durante a reunião com representantes dos grevistas, que ocorreu no Palácio do Iguaçu. Um oficial de justiça levou a liminar até os manifestantes na manhã desta segunda-feira, 28. Após a notificação, o movimento decidiu liberar a passagem de todos os caminhões-tanque para abastecimento de postos convencionais, mas a maioria voltou atrás. 

Dezenas de policiais militares se posicionaram na saída das distribuidoras para garantir a escolta de combustíveis. Os líderes do movimento optaram por respeitar a decisão da Justiça, mas, na prática, o grupo não aceitou a deliberação da liderança.  Passaram cinco caminhões escoltados, mas outros foram retidos. Passam livremente apenas caminhões carregados com gás de cozinha. 

O departamento jurídico do Sindicombustíveis tenta obter na Justiça liminar para outras bases de distribuição do estado.