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Tabela do frete

Caminhoneiros protestam, mas promessa de greve não se concretiza

A promessa era de uma paralisação por tempo indeterminado. Mas o que era para ser uma greve dos caminhoneiros acabou virando apenas um pequeno protesto realizado durante a manhã desta quarta-feira (4) em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A categoria reivindica o cumprimento do tabelamento do frete, suspensa em julho pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, após pressão dos profissionais insatisfeitos com a nova tabela, que reduziu os valores mínimos para transporte.

Os protestos haviam sido convocados há cerca de três semanas por movimentos de caminhoneiros autônomos de todo o país e aconteceria no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgaria as ações relativas ao tabelamento do frete. No último dia 29, porém, o STF retirou o assunto de pauta, a pedido da Advocacia Geral da União. Sem previsão para retomada do julgamento, os caminhoneiros decidiram manter os protestos.[

Em Curitiba, as manifestações tiveram início na última segunda-feira e seguiram pela terça-feira. Ontem, a expectativa era pelo início da paralisação. Mas não rolou e o que houve foram apenas manifestações isoladas no Paraná e em outros estados, como Rio de Janeiro, Pernambuco e Paraíba.

“Está muito fraco, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) ainda colocou a viatura bem na entrada do posto e não deixou a gente entrar no acostamento para se manifestar. Não tem o que fazer. Isso repercutiu mal entre a categoria”, afirma Plínio Dias, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Sao José dos Pinhais (Sinditac SJP).

Segundo ele, durante o dia de ontem cerca de 30 caminhoneiros participaram das manifestações, mesmo número registrado no dia anterior, mas menos do que na segunda-feira, quando cerca de 50 profissionais autônomos participaram dos protestos. Agora, diz Plínio, a categoria fica em compasso de espera.

“ Vou esperar para ver o que a categoria vai fazer. Vou aguardar o que eles vão querer fazer, qual vai ser a estratégia da maioria. Se a maioria aderisse, teríamos já iniciado a paralisação”, diz Plínio. “Agora a paralisação fica em aberto”, complementa.

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