Eleições 2014

Campanha eleitoral vive escassez de pesquisas no Paraná

A campanha eleitoral no Paraná entra hoje no segundo mês sem nenhuma pesquisa ampla sobre a disputa pelo governo do Estado. Apenas dois levantamentos, restritos a Cascavel e Curitiba, foram divulgadas oficialmente, e por institutos pouco conhecidos. O principal motivo, segundo especialistas, seria a falta de interesse dos três principais candidatos - Beto Richa (PSDB), Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). Os resultados percebidos até agora teriam desestimulado os mesmos de bancar essas divulgações. E os veículos de comunicação e os institutos - que costumam contratar pesquisas por audiência - preferem esperar a disputa esquentar para entrar em campo. 

Beto Richa (PSDB), não está tão bom como diz estar, o Requião (PMDB) não está tão na frente como diz estar, e a Gleisi também não está com a posição que gostaria de estar, especula Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas – instituto autor da última pesquisa realizada em todo o Estado, divulgada oficialmente em dezembro do ano passado. Segundo ele, os três partidos que têm condições de pagar por uma pesquisa ampla (PSDB, PMDB e PT), não estão interessados em mostrar dados já conhecidos em sondagens informais.
Além disso, os veículos de comunicação costumam contratar pesquisas para concorrer entre si, afirma. Se o SBT não contrata, a Globo, a Band e a Record também não contratam - pesquisa tem um custo e ninguém quer gastar, acredita.
Coleta - A terceira possibilidade é a contratação de institutos que têm intenção de divulgar seu trabalho. O Instituto Veritá, com sede em Uberlândia (MG), registrou duas pesquisas para governo e Senado, mas não divulgou nenhuma. Entendo que o instituto queira entrar no mercado do Estado, é uma empresa conceituada, tem filiais em várias cidades, mas o que chama atenção é registrar duas pesquisas, com custo de mais de R$ 180 mil, e não registrou o veículo que vai divulgar, questiona o diretor do Paraná Pesquisas.
Segundo o instituto Veritá, até o próximo sábado (9), os coletores devem passar por 45 municípios para entrevistar 2302 pessoas. As cidades são divididas em pequenas, médias e grandes, e escolhidas proporcionalmente por sorteio. De acordo com o coordenador operacional de pesquisas do instituo Paulo Roberto Gonçalves, as três equipes já passaram por Londrina e Maringá (norte), e hoje estão divididas em Ibaiti, Umuarama e São João do Ivaí (noroeste). Os coletores ainda não passaram por Curitiba. Obviamente, não podemos divulgar o dia em que eles vão para a Capital, mas estão em campo e o resultado deve estar pronto no sábado.
O coordenador não precisou se a pesquisa, de registro PR-00007/2014, será divulgada já no final de semana. Depois de pronta, ela pode ser divulgada em qualquer data, provoca. O próprio instituto aparece como contratante no edital do Tribunal Superior Eleitoral e a o custo da sondagem é de R$ 93 mil. A primeira sondagem registrada no TSE pelo instituto de Minas Gerais já poderia ter sido divulgada, mas até agora ninguém teve acesso.