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Curitiba tem os menores índices de inadimplência de aluguel e condomínio

Enquanto o mercado imobiliário de cidades como Porto Alegre e São Paulo vêm sofrendo com a alta da inadimplência de taxas de aluguel e condomínio (refletindo o cenário desfavorável no mercado de trabalho), Curitiba tem conseguido destoar do resto do país. Segundo informações do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), a Capital mantém os índices mais baixos do país. 
Em julho, por exemplo, a taxa de inadimplência atingiu 2,5%, valor 0,4 pontos percentuais acima do registrado em junho. Já a inadimplência das quotas condominiais atingiu em junho (último mês com dados disponíveis) 3,4% das economias, valor 0,5 pontos percentuais acima do verificado em maio. Apesar das altas recentes, Fátima Galvão, vice-presidente de Condomínios do Secovi-PR, destaca que as taxas de inadimplência estão dentro da normalidade. “A inadimplência de aluguel está dentro da média, estamos mantendo esse nível nos últimos anos. Já a dos condomínios já chegou a superar o 5%, mas é bem cíclico esse processo”, explica a especialista.
Segundo ela, um dos motivos para Curitiba apresentar resultados mais positivos do que o verificado em outras cidades é justamente a forma de atuar das próprias imobiliárias. “Trabalhamos com os atendentes de locação para questionar o valor que o inquilino está disposto a pagar pelo aluguel e o condomínio. Há aluguéis cujo valor de condomínio é de R$ 1,5 mil, R$ 2 mil. Aí vai alugar o imóvel por R$ 2 mil, mas o custo final é o dobro. Então temos de fazer esse alerta”, aponta.
Outro motivo apontado é a própria postura do paranaense, que ela avalia como mais cuidadoso com relação às finanças pessoais. “Nos últimos anos Curitiba tem tido um resultado melhor do que o do resto do país. Uma preocupação que eu vejo que temos aqui é de manter as contas em dia”.