Indicadores

Casos ativos de Covid-19 em Curitiba caem pela metade em menos de um mês

Casos ativos de Covid-19 em queda: indicativo da eficiência das vacinas
Casos ativos de Covid-19 em queda: indicativo da eficiência das vacinas (Foto: Daniel Castellano / SMCS)

Os casos ativos de Covid-19, aqueles com potencial de transmissão da doença, baixaram para menos de 3 mil casos no último domingo. Naquele dia eram 2.998 os casos ativos na Capital, número mais baixo em praticamente um ano. A última vez que Curitiba ficou abaixo de 3 mil casos ativos foi em 16 de outubro de 2020, quando eram 2.975. Depois, foram 359 dias em patamar acima disso.

E o número menor que 3 mil se manteve no boletim seguinte, na segunda-feira. Eram computados 2.966 casos ativos. A queda foi de mais de 50% em relação ao mesmo dia do mês de setembro, quando eram 6.958. Ou seja, em menos de um mês o número de casos ativos teve uma queda de mais de 50%.

O número de casos ativos é um dos indicadores sobre como vem a transmissão na cidade. Com o avanço da vacinação, os casos tiveram redução acelerada. Como comparação, tamanha queda só havia sido verificada entre meados de dezembro do ano passado e o começo deste ano.

Depois de outubro de 2020, Curitiba chegou a atingir o pico de quase 14 mil casos ativos no dia 13 de dezembro, mas viu o ano começar com o índice em pouco mais de sete mil. No dia 2 de janeiro deste ano eram 7.201 casos ativos.

Um novo pico se deu em março de 2021, quando o indicador chegou a 13.948 no dia 22, conforme os boletins divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

O mês de agosto terminou com os casos ativos em 8.344. No dia 1º de setembro eram 8.002. A partir disso a cidade começa a observar a redução contínua dos casos ativos.

No dia 2 de setembro eles baixam de oito mil (7.923), no dia 11 de setembro descem a barreira dos sete mil (6.958). No dia 17 de setembro ficam na casa dos cinco mil (5.934). Baixam de cinco mil no dia 24 de setembro (4.856) e viram o mês abaixo dos quatro mil (3.896 no dia 30 de setembro) e, finalmente, no dia 10 caem abaixo dos três mil.

Vacinação

Os bons índices nas últimas semanas fizeram Curitiba abrir ainda mais as restrições. Na semana passada, em novo decreto que manteve a bandeira amarela, a Prefeitura também permitiu que casas de shows e casas noturnas retomassem as atividades. Elas estavam suspensas desde o início da pandemia, em março de 2020.

Esse cenário é creditado sobretudo ao avanço da vacinação. Até segunda-feira, 1.482.170 pessoas já haviam sido vacinadas contra a Covid-19 em Curitiba, incluindo o público que recebeu a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina.

Foram aplicadas 1.444.018 primeiras doses e 1.097.634 segundas doses; 38.152 doses únicas e 39.154 doses de reforço do imunizante. Entre a população com 18 anos ou mais, 1.397.599 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus e 1.097.573 foram imunizados com a segunda dose.

Secretário defende uso das máscaras

Mesmo com a redução da taxa de transmissão, casos e de mortes por Covid-19 no Paraná, as medidas de prevenção, como uso de máscara, ainda devem continuar. A afirmação foi feita pelo Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em entrevista à CBN Curitiba na manhã de ontem, na qual ele falou sobre a situação atual da pandemia no Paraná.

“Os números estão melhorando. Os óbitos e casos estão caindo. Inclusive, o Complexo Hospital do Trabalhador está há três dias sem registro de mortes pela doença. Isso já demonstra que estamos conseguindo passar. Mas tudo isso tem relação total com a vacinação, pois 99,26% dos paranaenses acima de 18 anos já receberam uma dose e quase 67% tomaram a segunda dose ou dose única”, disse o secretário na entrevista.

Segundo ele, a previsão é que com 80% dos paranaenses imunizados com duas doses, a estratégia contra o coronavírus será fortalecida. Beto Preto disse que é totalmente contra a suspensão do uso da máscara no Paraná. “Neste momento muitos tem falado na suspensão do uso da máscara. Eu sou contra isso, a máscara é o filtro e nos ajudou a chegar a até aqui. Se não fossem a máscara e a vacinação, não seriam 39 mil óbitos no Paraná, seriam entre 150 mil e 200 mil óbitos”, afirmou.