Saúde da mulher

Chegada da menopausa: médica alerta para principais sintomas e cuidados

(Foto: Divulgação)

Ondas de calor, sudorese, alterações no sono e memória, irritabilidade e transtornos psicológicos, como a depressão, são alguns dos sintomas da menopausa. Esse conjunto de sintomas são efeitos da redução natural de produção de estrogênio, hormônio produzido pelo ovário, que começa a acontecer por volta dos 40 anos, sendo mais frequente entre 48 e 52 anos.

Algumas mulheres apresentam menopausa tardia, até os 65 anos. Segundo a diretora da Higia Clinic, a médica Marcia Simões, esse período que antecede a última menstruação é chamado de climatério: os sintomas aliados a irregularidade menstrual indicam que está perto o dia da última menstruação.

“Outros sintomas, como dores de cabeça, palpitações, diminuição da libido (desejo sexual) e da lubrificação intima, perda de massa óssea, coceiras, aumento da frequência ou dor ao urinar, também podem estar associados ao período”, explica a médica.

Geralmente, o diagnóstico do climatério é clínico. “Avaliamos s sintomas da paciente e identificamos a entrada neste período. Para pacientes com menos de 40 anos, é possível realizar teste chamado FSH (Hormônio Folículo Estimulante), que investiga a atividade dos ovários”, explica.

Como tratamento para os sintomas do climatério e prevenção dos efeitos da falta de estrogênio no corpo, é indicada a Terapia Hormonal, que contribui para a redução das ondas de calor e suores, além de fraturas, câncer colorretal, doença cardíaca coronariana, diabetes e equilíbrio dos níveis de colesterol. “Geralmente aliamos o estrogênio e a progesterona para reduzir sintomas gerais e futuras doenças decorrentes do período”, afirma. “Quando as pacientes relatam falta de desejo e qualidade sexual, a testosterona pode ser usada também”, complementa.

Para alguns casos, como mulheres que já tiveram câncer de mama, doença cardíaca coronariana e infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral – o famoso AVC, histórico de tromboembolismo e doença hepática grave, o tratamento deve ser avaliado individualmente pelo seu médico.

O tratamento exige acompanhamento médico periódico. Cada mulher passará por essa fase de uma forma diferente, por isso é importante manter a visita ao médico anualmente. Márcia Simões lembra que a qualidade de vida influencia diretamente nos sintomas e resposta ao tratamento. “Tenha uma alimentação saudável, beba bastante líquido, reduza o consumo de café e álcool, faça exercícios frequentemente, tome sol e, se preciso, suplemente a vitamina D”, explica. A médica alerta para o cuidado com a saúde mental. “Como a menopausa pode desencadear doenças psicológicas, como a depressão, inclua na rotina ações para aliviar o estresse, como praticar yoga ou um passatempo, meditação, tudo que ajudar a manter a mente mais calma e em paz”, finaliza.

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