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Clipe de papel na orelha é reflexão ou cilada fashion?

Colar da coleção “popular” de Virgil Abloh para Louis Vuitton
Colar da coleção “popular” de Virgil Abloh para Louis Vuitton (Foto: Fotos: Divulgação)

Faz tempo que famosas e fashionistas andam espetando clipes de papel nas orelhas ou juntando vários e fazendo colares. São usados sozinhos, como trama geométrica, ou misturados a outros acessórios em metal, miçangas e diamantes. Já vi alfinetes de fralda na mesma posição de destaque.

A moda começou quando a Prada fez um clipe para segurar dinheiro. Depois, a Louis Vuitton, sob o comando criativo de Virgil Abloh, criou entre outras peças o colar feito de clipes de papel com o pretexto de oferecer alta joalheria para todos. Só que os clipes de papel continuaram tendo preços de Louis Vuitton, claro. Quem gostar e não puder pagar, pode recorrer aos camelôs.

Se de um lado o discurso das marcas é se aproriar e valorizar objetos do cotidiano para facilitar o acesso às peças de luxo, de outro, algumas grifes dizem fazer crtitica ao consumo excessivo e se posicionar contra a poluição do meio ambiente. Este é o caso da espanhola Balenciaga, que fez brincos com tampas plásticas e cartões de crédito. Mas, aos moldes da Louis Vuitton, a preços tão salgados quanto a água do mar.

Fico pensando se as reflexões realmente acontecem ou as pessoas apenas continuam consumindo, por mais absurdo que possa parecer usar um cartão de crédito na orelha, sob a desculpa de vestir, enfim, um Balenciaga de R$ 2.940. A quem gostar da proposta, acho válido customizar o próprio brinco, colando o cartão em uma base de pressão e sair fazendo a “consciente” por aí. Que tal?

Detalhe da joia em forma de clipe de papel

Bruna Marquezine usa o alfinete de fralda da Balenciaga misturado com argola e outros brincos

Brinco da Balenciaga feito com tampa de garrafinha de água

Brincos em forma de cartão de crédito da Balenciaga por quase R$ 3 mil