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Praia, rios e residências

Com morte de menino de dois anos, Litoral confirma décima morte por afogamento na temporada

(Foto: Verão Paraná 2018/2019)

A temporada de verão 2018/2019 já contabiliza a décima morte por afogamento na Costa Leste, no Litoral do Paraná, com o último caso registrado na terça-feira (15/01) em Morretes. A estatística subiu após a morte de um menino, de apenas dois anos, que se afogou na piscina de casa na área rural de Morretes. Segundo o Corpo de Bombeiros, o número já é maior que o total de óbitos por afogamento de todo o verão anterior, quando foram seis casos. Tanto no mar quanto nas piscinas, todo o cuidado é pouco e a Corporação possui recomendações e orientações para que o cidadão fique atento e evite tragédias.

Desde o início da Operação Verão Paraná 2018/2019 o Corpo de Bombeiros fez 23.416 advertências e 38.831 orientações nas praias do Paraná. Na temporada anterior foram 20.467 advertências e 37.527 orientações. Até agora 10 pessoas perderam a vida por afogamento. A maior parte por estarem em áreas fora do alcance de Postos Guarda-Vidas. Em piscinas este é o segundo caso. O primeiro foi dia 28 de dezembro em Guaratuba, onde a vítima também tinha dois anos.

A piscina, local preferido pelos pais para deixarem as crianças se divertirem nos dias de calor, pode esconder perigos se houver descuido dos responsáveis. Alguns segundos de distração, uma olhada no Whatsapp ou uma conversa prolongada no telefone, podem desviar o foco e caso ocorra um acidente, faz com que o socorro chegue tarde demais. Segundo um estudo da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), o afogamento é a segunda causa de morte em crianças de 1 a 9 anos de idade no Brasil e a terceira entre 10 e 19 anos, e medidas preventivas podem evitar acidentes.

As recomendações básicas são a atenção em 100% do tempo quando os pequenos estiverem na água. A piscina precisa estar devidamente isolada por grades para evitar o acesso da criança. Entrar na água logo após uma refeição também não é indicado. O mais seguro é aguardar por, no mínimo, uma hora e meia antes de se banhar. O uso de bóias em crianças não garante total segurança e o acompanhamento dos pais ou responsável maior de idade é obrigatória.

Há ainda recomendações no tocante à manutenção da piscina. Durante o momento de lazer é importante desativar o filtro da piscina. Acessórios anti-sucção, como um ralo anti-aprisionamento, também são recomendados pois evitam que partes do corpo (e até os cabelos) segurem a vítima na água. Nos dias em que não for utilizada, a piscina deve ser coberta para evitar a curiosidade dos pequenos.

Caso aconteça o acidente, o recomendado é acionar o mais rápido possível uma equipe do Corpo de Bombeiros para ser feito o socorro. O pedido pode ser feito pelo telefone de emergência (193) ou em um posto ou unidade do Corpo de Bombeiros. O aplicativo Bombeiros Paraná, criado recentemente para benefício do cidadão, também possui recomendações e dicas para casos de emergência. A plataforma pode ser baixada gratuitamente no Google Play ou na App Store.

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