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Contra a crise

Com pandemia, empresas e profissionais precisam se reinventar com rapidez

Marcela Brasil:  festas menores todos os dias  da semana
Marcela Brasil: festas menores todos os dias da semana (Foto: Valquir Aureliano)

Os comerciantes e profissionais autônomos estão entre os mais afetados com a queda de vendas e restrições que vieram junto com a pandemia de coronavírus em todo o Brasil e também em Curitiba. “Terá mais chance de sobreviver quem se reinventar”, diz Marcio Pacheco, CEO e fundador da Phonetrack. Ele ainda alerta que a adaptação tem que ser rápida, simples e direta. “O momento é de colocar a mão na massa. Entender como seu produto ou serviço pode aproveitar esse cenário totalmente diferente. É hora de mudar como você produz e como entrega” diz Pacheco.
Marcela Brasil, proprietária da In Love Festas, no Bairro Alto, em Curitiba, foi rápida quando viu que por conta do coronavírus toda a sua agenda de festas e eventos seria afetada. Ela tomou duas atitudes que foram decisivas para não perder clientes e até ganhar uns novos. “ Uma delas foi converter todos os valores que as pessoas tinham me repassado para festas em bolos, doces, salgados, tortas. Isso foi muito bom porque mantive minha clientela comigo”, conta Marcela.
De olho no período de isolamento ela mudou o perfil dos eventos. Se antes, Marcela fazia festas para no mínimo 50 pessoas, agora aposta na festa para cinco a seis pessoas: com bolo, doces, salgados e decoração simples por R$ 170. “O legal é que agora com o kit Festa em Casa temos eventos praticamente todos os dias da semana e não somente aos sábados e domingos. Tudo mudou”, explica. “Nós pensamos que quem é visto é lembrado. Então temos coisas para mostrar. As pessoas estão vendo que estamos na ativa e quando acabar a quarentena estamos na mente das pessoas”, diz ela.
A arquiteta Ana Johns sempre investiu em criação de conteúdo para redes sociais. Diariamente ela faz um post no perfil do seu escritório no Instagram (@anajohnsarquitetura) e todas as semanas publica um vídeo em seu canal no Youtube. As ferramentas sempre geraram algum tipo de interação, mas nunca foram a principal fonte de captação de clientes da arquiteta.

Porém, nos últimos 10 dias, período de confinamento em decorrência do Coronavírus, Ana viu seus números dispararem nos canais de comunicação, dobrando o número de inscritos no canal do Youtube, que contava com um crescimento tímido em seu um ano e quatro meses de existência e chegou aos 2 mil inscritos.
“Eu imaginei que a busca por conteúdo online ia aumentar pelo fato de as pessoas estarem mais em casa e, muitas vezes, sem trabalhar. Mas não pensei que o número fosse crescer tão rapidamente”, conta. Segundo ela, houve uma grande procura por projetos online, por conta do isolamento social, o que a fez pensar em uma nova vertente de trabalho. “Eu nunca havia trabalhado com projetos online, mas vi esta forma de trabalho como uma possibilidade de continuar mantendo meu fluxo de caixa, já que várias pessoas deixaram para depois o plano de realizar um projeto presencial por conta da quarentena e seus impactos”, revela a arquiteta.
Para atender a nova demanda, Ana já está em busca de ferramentas para a criação de um e-commerce, onde irá transformar seus serviços em produtos que as pessoas podem combinar de acordo com as suas necessidades. “A plataforma irá trazer opções de layout + 3D, projeto luminotécnico, dentre outras opções, a preços fixos. Farei um bate-papo inicial com os clientes, para entendermos qual a melhor solução para cada espaço e a ‘compra’ é finalizada no site, o que garante mais segurança para ambas as partes”, explica.
Ana acredita que com tempo livre e vivendo 24h por dia em suas casas, as pessoas comecem a identificar mudanças a serem feitas na decoração e funcionalidade de seus lares e, para isso, busquem os seus serviços. “Além disso, quem irá pegar as chaves de um imóvel novo em breve, já pode se planejar neste tempo livre para estar com tudo pronto no momento da entrega”, finaliza.

“É tempo de pensar fora da caixa e investir em tecnologia”
Marcio Pacheco, CEO e fundador da Phonetrack, alerta que é “tempo de pensar fora da caixa”. “Mais que nunca os empreededores precisam ser criativos. E para isso, é preciso entender que o mercado está fazendo e nesta onda vale ver o que as empresas do ramo estão fazendo em outro estado, outra cidade”, aconselha.
Segundo ele, para sair da “caixa” também é preciso conversar com clientes e entender como a empresa pode ajudar nesta época de crise. “Nada melhor que entender o consumidor e entender a concorrência. Com certeza, daí virão os insights”. Afirma. Segundo Pacheco, é o o momento oportuno para vendas online: “São formas alternativas viáveis e com mais tecnologia, os serviços estão baratos”.
A empresa curitibana Esalflores, maior rede de floriculturas do país, lançou uma opção exclusiva de venda via chamada de vídeo. O Vídeo-Guia, como o sistema foi batizado pela Esalflores, funciona da seguinte forma: o cliente realiza uma vídeochamada com a floricultura por meio de um número de WhatsApp. Na sequência, ele será atendido por um vendedor que estará no interior da loja matriz da Esalflores, em Curitiba, e que mostrará pelo vídeo as opções de plantas, vasos, flores, acessórios e demais artigos disponíveis, além de tirar todas as dúvidas sobre o cuidado e cultivo do item adquirido.
A finalização da compra é gerada para pagamento em cartão de crédito ou via picpay e o produto é entregue sem custos, no endereço que o cliente solicitar, respeitando todas as indicações sanitárias de higiene e segurança.
“Estamos com a equipe reduzida desde o início do surto de coronavírus no Brasil, entretanto não podemos cancelar totalmente as atividades, pois trabalhamos com produtos vivos, naturais e perecíveis que exigem manutenção diária. Por isso, tivemos a ideia do Vídeo-Guia”, comenta o diretor geral da Esalflores, Bruno José Esperança. Para entrar em contato com a Esalflores pelo Vídeo-Guia, basta adicionar o número (41) 3091-0403 na lista de contatos do WhatsApp.

Dicas
Enxugar despesas não essenciais, renegociar dívidas, desde aluguel até bancos
Pensar fora da caixa, tem um mercado com a pandemia que está precisando de novas formas de consumir
Pesquisar o que a concorrência está fazendo em outras localidades
Conversar com os consumidores para entender como o seu serviço pode ser útil para eles
Apostar em aplicativos e no delivery
Facilite o pagamento e evite o contato físico. Muitos clientes utilizam o PayPal,
MercadoPago, PagSeguro e Picpay.
Avalie os custos de cada medida tomada

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