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Com recusa da Índia, governo Bolsonaro pede entrega imediata de vacina Coronavac do Butantan

Coronavac: governo do São Paulo vai recorrer ao Supremo
Coronavac: governo do São Paulo vai recorrer ao Supremo (Foto: Instituto Butantan/divulgação)

O Ministério da Saúde solicitou a entrega imediata de todas as seis milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo. O ofício foi encaminhado pela pasta a Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. O pedido foi feito depois que o governo da Índia informou que não poderá entregar agora as 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford para o Brasil.

O governo de São Paulo vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) da mesma forma que fez no caso das seringas, segundo apuração do colunista do UOL Ricardo Kotscho com integrantes da gestão estadual.

No documento, o diretor do Departamento de Logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, solicita a disponibilização das 6 milhões de doses importadas e que foram objeto do pedido de autorização de uso emergencial perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a covid-19", diz trecho do documento.

O Brasil esperava receber ao menos dois milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford da Índia para o início imediato do Plano Nacional de Imunização já na próxima quarta-feira (20), mas as tentativas foram frustradas: a Índia informou que não pode atender a demanda brasileira pelo menos por enquanto.

O argumento principal é de que a Índia iniciará amanhã a sua própria campanha de vacinação contra a doença causada pelo novo coronavírus. O país conta com a vacina para imunizar sua população porque aprovou o seu uso emergencial no primeiro dia do ano.

Com isso, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terá de recorrer à Coronavac, do governo de São Paulo, comandado pelo rival político João Doria.