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Com seleção, Zé Roberto divide atenção entre incertezas e sonho da Olimpíada

O técnico José Roberto Guimarães e as principais jogadoras da seleção brasileira vivem sob incerteza. Ao mesmo tempo em que aguardam uma definição sobre quando começará a temporada do vôlei nacional, precisam esperar e torcer pela regressão do surto do coronavírus, que provocou o adiamento da Olimpíada e deixa o calendário apertado para 2021.

Afinal, a Superliga Feminina ainda não tem uma data oficial para começar, com um quebra-cabeças precisando ser resolvido: quanto mais tarde o torneio for iniciado, o que poderia ser um auxílio para evitar a propagação do coronavírus, mais curta será a preparação da seleção para a Olimpíada.

Por conta disso, o plano inicial é começar o torneio entre o fim de outubro e o começo de novembro, com término entre a segunda e a terceira semana de abril. O regulamento também pode passar por adaptações, que também deverão ser realizadas na tabela por questões de logística. Assim, a tendência é a realização de viagens em ônibus e a disputa de jogos seguidos em uma mesma sede para minimizar custos. "Economizar vai ser a tônica de todo mundo", acrescenta Zé Roberto.

Técnico do São Paulo/Barueri, ele está com as atenções divididas. Busca investidores para o time, mas ao mesmo tempo não pode se esquecer da seleção, com foco em Tóquio. "Quanto mais cedo começar a Superliga, mais tempo a seleção terá para se preparar", sentencia.

A pandemia, aliás, atingiu diretamente a seleção. Torneios foram cancelados - as disputas entre as seleções costumam ocorrer de abril a outubro -, a Olimpíada foi adiada por um ano e atletas ficaram parados por meses, com as temporadas dos clubes sendo encurtadas. O planejamento do treinador, de reunir as jogadoras para atividades no CT da CBV, em Saquarema, também precisou ser cancelado.

"Foi uma perda que não dá para medir. Queríamos juntar o grupo para treinos, conversar", comenta Zé Roberto, destacando que tem visto dedicação nas atletas para se manterem em forma em um período de atividades restritas. "Os cuidados individuais vão ser a tônica desse ano. Estou vendo um foco grande", elogia. "Quem estava machucado, se beneficia. Para quem estava em forma foi péssimo. Importante é o foco na preparação, de se conscientizar para jogar uma Olimpíada, para representar o país. Você não pode descuidar", diz.

Nesse momento, das principais estrelas da seleção, apenas Gabi e Natália estão fora do País. A tendência é que as demais disputem a Superliga, o que só mudará caso a crise do coronavírus não arrefeça ou os problemas econômicos se intensifiquem nos próximos meses. Algo que não vai tirar a competitividade da equipe brasileira, na avaliação da CBV.

"Já tivemos épocas em que todos os atletas da seleção jogavam fora, e a Superliga existia normalmente como uma competição nacional forte, atraindo patrocinadores e mídia, e acredito que vamos continuar desta maneira. Se formos fazer algum tipo de comparação sobre o nível técnico, só saberemos quando terminar a temporada", diz Renato D´Avila, superintendente de competições de quadra da CBV.

A seleção feminina estará no Grupo A da Olimpíada, ao lado de Coreia do Sul, Japão, Quênia, República Dominicana e Sérvia. As quatro primeiros avançam às quartas de final. A disputa ocorrerá de 24 de julho a 8 de agosto de 2021.

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