Crise hídrica

Com semana instável, nível das barragens da RMC sobe de 27% para 34% da capacidade reunida. Próxima chuva só em setembro

(Foto: Franklin de Freitas/Arquivo Bem Paraná)

As chuvas da última semana não foram suficientes para modificar o cenário de crise hídrica que afeta principalmente a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), mas pelo menos amenizaram um pouco a situação e pode retardar a adoção de medidas mais duras no racionamento de água.

Neste sábado (22), o nível reunido das barragens na região alcançou 34,22% da capacidade. Antes das chuvas, o nível chegou a 27%, o menor da série histórica. Mesmo assim, a situação ainda é bastante crítica e requer o empenho da população para alcançar a META20 lançada pela Sanepar com o objetivo de reduzir em 20% o consumo de água.

“O fator preponderante continua sendo a chuva. O rodízio e a redução do consumo potencializam os efeitos da chuva. Nessas condições, fica afastada, neste momento, a possibilidade de mudarmos o rodízio para o modelo mais drástico, que seria o de 24 horas com água e 48 horas sem”, explica o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, em matéria no site da Sanepar publicada no dia 18 de agosto, quando o nível das barragens atingiu 30%.

“Infelizmente, o déficit acumulado é muito grande e as precipitações continuam insuficientes para corrigir os efeitos da estiagem mais severa já registrada no Paraná. Por isso a importância de cumprirmos a meta de economia de 20% e a manutenção do rodízio. Vamos ganhando tempo até que as chuvas sejam em volume suficiente para atingirmos a normalidade,” concluiu o diretor da Sanepar.

No momento o tempo está estável no Paraná. O sábado tem sol em quase todas as regiões mas as temperaturas seguem baixas. O próximo período de chuva deve vir apenas entre o último dia de agosto e os primeiros de setembro.

Veja o nível das barragens que servem a RMC neste sábado:

Iraí 19,33%

Piraquara I 19,74%

Piraquara II 82,01%

Passaúna 38,29%

Capacidade reunida 34,22%