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Boicote e pedido de desculpas

Comentário homofóbico em rede social abre crise em rede de bares de Curitiba

Comentário homofóbico em rede social abre crise em rede de bares de Curitiba

Um comentário homofóbico de um dos sócios de uma rede de bares de Curitiba, que inclui Quermesse, o Porks – Porco e Chope e o Mr. Hoppy Beer & Burger, no Facebook, abriu uma crise. Com mais de 80 compartilhamentos e centenas de comentários, a postagem feita por Caio  Manfredini Araújo  no início da tarde desta terça (21) e apagada em seguida, assim como o seu perfil,  gerou imediatamente um movimento de boicote aos estabelecimentos nas redes sociais. Caio compatilhou uma postagem atribuída falsamente a Pabllo Vittar, uma fake news,  dizendo que se Bolsonaro ganhar, ele encerraria a carreira no País. No comentário, o sócio dos bares escreveu: "Vaza mesmo que eu não quero ter filhos no Brasil com esse tipo de artista lixo mau exemplo". Ele ainda xingou a artista (veja imagem).

Diante da imediata repercussão negativa da postagem, o  empresário José Araújo Neto, irmão do autor da postagem homofóbica e proprietário do Bar Quermesse, da rede Porks e do Mr. Hoppy, divulgou uma nota na qual reitera que a pessoa que compartilhou nas redes sociais comentários absurdamente indevidos não tem qualquer vinculo operacional administrativo ou de funcionalidade dentro de suas empresas, embora conste como sócio dos empreendimentos na Junta Comercial..

"Ele conta com pequena porcentagem em algumas delas, apenas por questões burocráticas, e já estão sendo tomadas as devidas providências para que seja desvinculado totalmente das quais tem a pequena participação legal", afirma Neto, em nota encaminhada pela assessoria de imprensa. Segundo ele, a  ligação ocorre no âmbito familiar, mas não reflete o pensamento de toda a sua família e, principalmente, a dele, que é proprietário majoritário das casas. "Na questão familiar e empresarial as medidas estão sendo feitas! Em suas missões, visões e valores, as empresas fomentam o respeito, a igualdade e a liberdade de cada pessoa ser o que é, sem qualquer forma de preconceito de raça, sexualidade, gênero, religião, nacionalidade entre outros pontos. Reforçamos que o sempre apoiaram a causa LGBT e firmam a necessidade de que todos os direitos sejam iguais entre pessoas das mais diferentes sexualidades e que, mesmo isso não significando nada, mantém em seus quadros de funcionários e de prestadores de serviços pessoas e casais homessexuais, com orgulho e total respeito", afirma ele.

O empresário anunciou ainda uma ação social e de conscientização que reverterá renda para uma das organizações, ONGs ou associações que lutam pelos direitos dos LGBTs em Curitiba.

Por volta das 19 horas, os comentários nos perfis dos três estabelecimentos foram desativados, assim como a possibilidade de avaliações. 

 

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