Como se preparar para o novo ano letivo em 2022, após dois anos de pandemia?

(Foto: Reprodução/Seed-PR)

Educadores de todo o País passaram por dois anos de ensino em circunstâncias difíceis: ensinaram 100% online, no modo híbrido, com isolamento alternado e, pouco a pouco, voltaram às aulas presenciais.

Além da modalidade à qual tiveram que se adaptar para dar continuidade à aprendizagem, o esgotamento surge como sensação recorrente entre os professores, o que é percebido com maior intensidade em relação aos outros anos letivos.

Então, a questão é como motivar os educadores a alcançar seu bem-estar e metas até o final do ano, e como os encorajamos para o ano letivo de 2022, que será mais longo do que o habitual?

Geralmente, entre novembro e início de dezembro, os educadores estão fechando o ano letivo, de acordo com os resultados das avaliações finais dos alunos.

Sem dúvida, o professor tem sido o ator do ecossistema educacional submetido a mais demandas e que superou o desafio de "estar presente". É assim que os educadores têm mostrado, dia após dia, que para ensinar em qualquer uma de suas formas era essencial oferecer sua melhor versão, quando as demandas dos gestores, famílias e dos próprios alunos deveriam ser atendidas, uma vez que muitas vezes davam aulas de sua cozinha enquanto seus próprios filhos tinham aulas na sala de jantar.

No retorno à aprendizagem presencial, os professores tornaram-se especialistas em delimitar os espaços de 1,50 metros de distanciamento físico, falar e respirar com uma máscara, enquanto recitavam repetidamente "não se esqueçam de lavar as mãos e usar álcool em gel!"

É inegável que a pandemia conseguiu colocar a educação no centro das conversas de muitos novos interlocutores e noticiários cotidianos expressam a importância de "evitar a perda de aprendizado", "melhorar a qualidade educacional", "respeitar as necessidades e ritmos individuais dos alunos" e "priorizar a avaliação formativa".

Ao fechar o ano letivo de 2021, será o momento ideal para planejar com otimismo as atividades que, como educadores, farão com que se sintam fortalecidos e os tornem pessoas mais influentes e com maior bem-estar.

Em tempos de ansiedade e incerteza, a prática de meditação e da atenção plena permite alcançar o benefício de acalmar a mente. Através de meditações e exercícios para respirar conscientemente, é possível lembrar que o "aqui e agora" é a coisa mais importante que se tem.
As neurociências têm mostrado que é necessário ter sonhos e objetivos para alcançar a motivação. As visualizações de obejtivos e frases motivadoras repetidas na mente são essenciais, já que a comunicação com o cerébro cria
Existem muitos recursos, até gratuitos, que podem ser usados para alcançar a auto-motivação nestes tempos de exaustão. Alguns são:

Podcasts
Vídeos
Livros e audiobooks
Uma famosa frase de Winston Churchill diz que "um pessimista vê dificuldade em todas as oportunidades, e um otimista vê uma oportunidade em todas as dificuldades".

Os educadores terminarão o ano com a possibilidade de analisar todas as grandes oportunidades que estão por vir, tendo passado por uma educação que marcará a história da humanidade.

Os alunos terão (e precisarão) de seu otimismo e, por sua vez, os professores exigirão uma atitude positiva para continuar se inspirando em suas tarefas. É assim que todos poderão escolher qual atitude tomar diante dos desafios que o campo educacional propõe. O otimismo será, sem dúvida, o caminho para o próprio bem-estar como o fim desses dois anos atípicos e como o início de um novo ano letivo diferente.

* Natalia Tieso é Mestre em Educação, Chefe de Desenvolvimento para a América Latina do Bacharelado Internacional (IB)