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Tragédia em Santiago de Compostela

Condutor de trem que descarrilou na Espanha é preso como suspeito

A polícia da Espanha deteve nesta sexta-feira o condutor do trem que descarrilou no noroeste do país, reduziu o número de mortos de 80 para 78 e recebeu as "caixas pretas" do trem, o que deve ajudar esclarecer por que a composição estava acima do limite de velocidade numa curva.

O condutor, Francisco José Garzón Amo, foi oficialmente detido no hospital onde se recupera, informou Jaime Iglesias, chefe da Polícia Nacional da região da Galícia, onde o acidente aconteceu, nas proximidades da capital regional, Santiago de Compostela.

Iglesias disse que Garzón Amo será interrogado "como suspeito do crime ligado à causa do acidente".

Mas o condutor, que está sob custódia da polícia, ainda não pode testemunhar em razão de seu estado de saúde, disse Iglesias, acrescentando que não tem detalhes sobre as condições de Garzón Amo.

A revisão do número de mortos, de 80 para 78, foi feita depois que cientistas forenses combinaram partes de corpos num necrotério improvisado, instalado num ginásio de esportes em Santiago de Compostela, informou Antonio de Amo, chefe de polícia responsável pelos serviços científicos da Polícia Nacional da Espanha.

De Amo disse que a polícia ainda trabalha na identificação do que acreditam ser os restos mortais de seis pessoas, o que significa que o número de vítimas fatais pode mudar.

Os investigadores receberam as "caixas pretas" do trem que descarrilou, informou a porta-voz do Judiciário Maria Pardo Rios. As caixas contém dados da viagem, que incluem a velocidade, distâncias e frenagens e são parecidas com os registros de voo de aviões.

Os conteúdos serão analisados, mas Rios não disse quanto tempo isso vai demorar. 

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