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Análise

Conheça o sistema de jogo que fez o Coritiba campeão brasileiro em 1985

O Coritiba foi campeão brasileiro em 1985 utilizando o esquema tático 4-3-3 para atacar e o 4-4-2 para defender. Esses são alguns dos detalhes do sistema de jogo da equipe detalhados pelo lateral-direito André Ranzani em entrevista para os jornalistas Guilherme de Paula e Daniel Piva, no canal De Olho no Jogo no Youtube

Hoje com 57 anos, André revelou detalhes da equipe, que começou o Brasileirão sob o comando do técnico Dino Sani e chegou ao título com Enio Andrade no cargo de treinador. O lateral foi titular do Coritiba na campanha vitoriosa de 1985.

“Na época, se jogava muito no 4-3-3. Com a bola, se eu jogo pelo lado direito, tem o Lela, o Índio e o Toby chegando na frente. Quando eu passava (para o ataque, tem o volante para dar cobertura. Não muda muita coisa do que é hoje”, declarou André. “Quando perde a bola, tem que formar a linha de quatro. Pelo meu lado, o Lela voltava para impedir a passagem do lateral adversário. No meio, você tinha os dois volantes O Índio dividia entre os dois zagueiros. Ele esperava o zagueiro definir. Se o zagueiro sai para o lado, o Índio encostava nele. E o Toby marcava o volante”, disse. “Lá atrás tinha a linha de quatro contra os três atacantes, então sempre tinha um na sobra”, comentou.

Sobre a final contra o Bangu, André destacou a qualidade do adversário. “O Bangu tinha boa técnica. Eles mantinham a posse de bola. Quando eles estavam com a bola, era difícil de roubar deles”, disse. “Nós tínhamos uma missão, a gente tinha que compactar, cada jogador voltando rápido para sua função”, explicou.

André também explicou que os pontas do Coritiba, Edson e Lela, tinha funções e características diferentes. “O Edson fez um gol no Brasileiro daquela ano. Ele é um dos grandes pontas do futebol brasileiro. O Lela também. O Lela fez seis gols. O Lela não era tanto de ir para o fundo: cortava por dentro e entreva na diagonal. Mas em todo jogo você vê uma participação efetiva do Edson. O Edson era um velocista. Toda vez que o adversário nos atacava pelo lado do Dida e do Edson, o Rafael saía jogando comigo e eu fazia a diagonal lá para o Edson”, contou.

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