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Conselho de segurança da ONU inicia votação sobre embargo de armas ao Irã

O Conselho de Segurança das Nações Unidas começou a votar na quinta-feira, 13, uma proposta dos Estados Unidos para estender um embargo de armas ao Irã, que é contestado pelos poderes de veto da Rússia e da China. O resultado deve ser anunciado em reunião nesta sexta, 14, de acordo com diplomatas.

O conselho de 15 membros está operando virtualmente em meio à pandemia de coronavírus, então os estados têm 24 horas para votar. O embargo de armas de 13 anos deve expirar em outubro sob um acordo nuclear de 2015 entre Irã, Rússia, China, Alemanha, Reino Unido, França e Estados Unidos que impede Teerã de desenvolver armas nucleares em troca do alívio das sanções.

Em uma tentativa de obter mais apoio do conselho, os Estados Unidos reduziram seu projeto de resolução para apenas quatro parágrafos que simplesmente estenderiam a proibição de armas em Teerã "até que o Conselho de Segurança decida de outra forma", dizendo que é "essencial para a manutenção da paz internacional e segurança".

Diplomatas e analistas, no entanto, acreditam que o texto preliminar provavelmente não será aprovado. Para ser adotada, uma resolução precisa de pelo menos nove votos a favor e nenhum veto da Rússia, China, Estados Unidos, Reino Unido ou França - os membros permanentes. Dos 15 membros do Conselho de Segurança, 10 ocupam cadeiras rotativas e cinco são permanentes, com o poder de veto.

Se os Estados Unidos não tiverem sucesso, eles ameaçaram tentar provocar o retorno de todas as sanções da ONU contra o Irã usando uma cláusula do acordo nuclear, embora Washington tenha se retirado do acordo em 2018. A medida pode colocar o já frágil acordo nuclear ainda mais em risco.

Não ficou imediatamente claro como a Rússia, a China ou quaisquer outros membros do Conselho de Segurança podem tentar impedir os Estados Unidos de provocar o retorno de todas as sanções da ONU ao Irã. Diplomatas alertam que o processo seria difícil e complicado. Eles dizem que vários países argumentariam que Washington legalmente não poderia ativar um retorno das sanções e, portanto, simplesmente não iria reimpor as medidas ao Irã.

Desde a retirada dos EUA do acordo, em maio de 2018, a União Europeia, a Rússia e a China negam aos americanos o direito de ativar esse processo de reimposição de sanções internacionais. Rússia e China, que têm interesses na venda de armas ao Irã, já disseram no passado que se opõem a uma prorrogação do embargo. Em junho, os dois países barraram o pedido dos EUA para prorrogar o embargo. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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