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Estádio

Coritiba acumula prejuízo de R$ 617 mil em bilheterias no Paranaense 2020

Couto Pereira
Couto Pereira (Foto: Arquivo Bem Paraná/Geraldo Bubniak)

O Coritiba está 'pagando para jogar' o Campeonato Paranaense. As duas principais receitas da competição — bilheteria e direitos de transmissão — não cobrem as despesas do período.

Em bilheterias, a receita líquida do clube é negativa. Os seis jogos no Couto Pereira deram um prejuízo de R$ 617 mil, considerando o registrado nos boletins financeiros oficiais. A média é de R$ 100 mil de prejuízo por partida.

O Atletiba do último domingo, no Couto Pereira, não teve a presença de torcedores, devido ao coronavírus, e por isso não gerou uma renda bruta (venda de ingressos). A despesa para realizar a partida foi de R$ 67 mil, segundo boletim financeiro publicado no site da Federação Paranaense de Futebol.

Em outros jogos, o Coritiba teve custos maiores para realização, já que, devido à presença de público, precisou contratar seguranças e ambulâncias. Contra o Cianorte, por exemplo, o clube da capital gastou R$ 116 mil com a partida no Couto Pereira.

Contra o Cianorte, a renda líquida foi negativa, de R$ 89 mil. O clube arrecadou apenas R$ 27 mil com bilheteria naquela partida – 869 ingressos vendidos. O público pagante divulgado foi de 6.213 pessoas, mas 5.344 eram sócios (que não pagam para entrar no estádio).

Os seis jogos do Coritiba no Paranaense tiveram renda líquida negativa. O maior prejuízo foi contra o Cianorte e o menor, contra o FC Cascavel, na primeira rodada, com R$ 34 mil negativo.

OUTROS CLUBES
Segundo o site Srgoool, apenas quatro dos 12 clubes do Paranaense terminaram a primeira fase com renda positiva com bilheterias: FC Cascavel (R$ 200 mil), União Beltrão (R$ 63 mil), Rio Branco (R$ 35 mil) e Cianorte (R$ 373). Os oito demais tiveram prejuízo com bilheterias, com o Operário com a pior marca: R$ 690 mil.

Na média, o Paranaense dá prejuízo de R$ 31 mil por partida, segundo os boletins financeiros. No total, a renda líquida com bilheterias da competição é de R$ 1,8 milhão negativo.

RECEITAS
O que poderia salvar os clubes de um prejuízo maior durante o Campeonato Paranaense é a venda de direitos de transmissão. Em 2020, os clubes não conseguiram um acordo com emissoras de TV aberta e TV a cabo. O único contrato é com a DAZN, serviço de streaming. Segundo a FPF, a empresa pagou R$ 370 mil para cada clube.

PÚBLICO
O Coritiba tem a maior média de público do Paranaense, com 9.027 pagantes por jogo. O segundo colocado é o Athletico, com 7.947. No entanto, ambos têm prejuízos com bilheteria porque a grande maioria do público é formada por sócios, que não pagam para entrar no estádio. 

O Atletiba de domingo não foi considerado para o clássico de média de público, já que foi disputado com portões fechados (sem torcida)

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