Publicidade
Bastidores

Coritiba fala em ‘lição’ após rejeição de impeachment de presidente

"Samir Namur: mais dois anos no comando"
"Samir Namur: mais dois anos no comando" (Foto: Geraldo Bubniak)

Na última segunda-feira (26), o presidente do Coritiba, Samir Namur, escapou de um processo de impeachment dentro do clube. O processo foi rejeitado por 81 votos contra 66. Após isso, os dirigentes falam em “lição” deixada pelo processo.

Namur não tinha nenhuma acusação contra si, mas a má campanha do Coritiba na Série B – sonhava com o acesso, mas terminou em 10º lugar – pesou contra ele. Um grupo com mais de 80 conselheiros encontrou amparo no Estatuto do clube, que aponta que a Assembleia Geral é soberana sobre o Conselho Gestor, para abrir o pedido. O Conselho Deliberativo aceitou votar o pedido. E o resultado de arquivamento interrompeu que a decisão fosse repassada para os sócios.

“Acho que isso tudo serviu de lição até para o susto que o G5 (o grupo do conselho administrativo, chefiado por Namur) tomou. Foi bastante positivo”, disse Marcelo Foggiato Licheski, presidente do Conselho Deliberativo do Coritiba, a uma rádio de Curitiba. “Que sirva de lição. Estamos todos em alerta e coisas como as que aconteceram neste ano, principalmente em relação ao futebol, não podem se repetir”.

Samir Namur foi eleito presidente no fim de 2017, sucedendo Rogério Bacellar. Pegou um clube rebaixado para a Série B e, em sua gestão, o Coritiba não conseguiu voltar à primeira divisão. Com a rejeição do impeachment, Namur poderá ir até o fim do mandato, em dezembro de 2020.

Para Licheski, um dos lados positivos é que o imbróglio político não precisa mais interferir nos planos para o futuro. “A partir de agora, ele (Namur) tem um pouco mais de segurança na montagem do elenco”, declarou. Durante a turbulência, o presidente coxa-branca chegou a se queixar das dificuldades de se fechar com o diretor de futebol Rodrigo Pastana, cuja apresentação teve que ser postergada.

O Coritiba volta a campo apenas em 20 de janeiro, contra o Foz do Iguaçu, fora de casa, na estreia no Paranaense 2019. Até lá, Namur contará com o gerente de futebol Rodrigo Pastana e o técnico Argel Fucks para planejar o elenco do próximo ano, que tentará voltar à Série A em 2020.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES