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Dívidas

Coritiba pede Ato Trabalhista para enfrentar passivo de R$ 41 milhões

Samir Namur
Samir Namur (Foto: Arquivo Bem Paraná/Geraldo Bubniak)

O Coritiba divulgou nesta quarta-feira (dia 8) que solicitou um Ato Trabalhista à Justiça do Trabalho. “Se aceito, terá como principal função a de estabelecer um valor mensal a ser pago para gradativamente quitar o passivo e, consequentemente, impedir novas penhoras”, informou o clube, em nota. “Diversos clubes grandes do Brasil tiveram ou ainda tem os seus atos trabalhistas, sendo o principal deles o Flamengo, que o tinha até 2017. Caberá aos atuais e aos próximos gestores do Coritiba, continuar destinando valores mensais para a quitação desse passivo construído ao longo do tempo, porém com muito mais segurança e tranquilidade para o funcionamento regular das atividades, evitando novos passivos e, finalmente, extinguindo o círculo vicioso que existe até hoje”, explicou o texto.

Segundo a nota do Coritiba, o passivo trabalhista chega a R$ 41 milhões.

Veja o texto divulgado pelo clube, na íntegra:

“A atual diretoria assumiu o Conselho Administrativo do Coritiba Foot Ball Club em 17/12/2017 tendo como uma de suas missões o enfrentamento do passivo trabalhista do Clube. Naquela data, o passivo correspondia ao valor de R$ 33.386.773,64. Basicamente duas estratégias foram implementadas: realização e cumprimento de acordos nos processos em fase de execução e cumprimento das obrigações com atletas e funcionários contratados pela atual gestão, para que o passivo não aumentasse. Independente disso, dado o grande número de processos em fase de execução, a gestão conviveu com pedidos constantes, praticamente diários, de penhoras incidentes sobre rendas de jogos, bloqueios das contas bancárias e, as situações mais danosas, penhoras de receitas de TV das competições nacionais diretamente na Globo, Turner e CBF.

Ao longo da gestão, inúmeras dívidas foram quitadas (sendo a do atleta Struway a mais antiga) e diversos acordos cumpridos, integral ou parcialmente, até o momento, totalizando R$ 19.133.970,92 até o início da pandemia. Dentre as ações mais pesadas, estão a de Paulo Cesar Carpegiani, Keirrison, Anderson Aquino e Antonio Caio. Mesmo assim, diversas novas ações foram propostas nessa gestão, praticamente todas por profissionais com ingresso no Clube em 2017 ou antes, tais como Marcelo Oliveira, Juan, Alexander Baumjohann, Alecsandro, de modo que o passivo trabalhista atual contabiliza R$ 41.747.724,62.

O esforço da atual gestão para manter as obrigações salariais em dia acabou por mudar o perfil do passivo trabalhista do Clube, que hoje se encontra praticamente todo em fase de execução e, portanto, próximo de penhoras e bloqueios. São 91 ações trabalhistas, sendo que apenas 13 estão em fase inicial. No mês de fevereiro de 2020, todos os casos urgentes tiveram as suas penhoras levantadas por meio da realização de acordos, em valor aproximado de R$ 14.000.000,00. Todavia, o advento da pandemia do coronavírus foi devastador também nesses casos. Com a escassez de receitas (sem o ingresso em caixa de qualquer valor proveniente de verba de TV no primeiro semestre), o Clube teve dificuldade para honrar esses acordos que, mesmo diante do cenário de crise e ante reiterados pedidos, em sua maioria não foram suspensos pela Justiça do Trabalho.

Assim sendo, diante da diminuição drástica de receita em 2020 por conta da pandemia, surge também o risco de ter grande parte das receitas do Clube, já severamente reduzidas pelo atual cenário, serem penhoradas, o que inviabilizaria o exercício das atividades. Com esse cenário, a solução indicada pelo Departamento Jurídico e acatada pela atual diretoria foi de propor Ato Trabalhista à Justiça do Trabalho, que, se aceito, terá como principal função a de estabelecer um valor mensal a ser pago para gradativamente quitar o passivo e, consequentemente, impedir novas penhoras. Diversos clubes grandes do Brasil tiveram ou ainda tem os seus atos trabalhistas, sendo o principal deles o Flamengo, que o tinha até 2017. Caberá aos atuais e aos próximos gestores do Coritiba, continuar destinando valores mensais para a quitação desse passivo construído ao longo do tempo, porém com muito mais segurança e tranquilidade para o funcionamento regular das atividades, evitando novos passivos e, finalmente, extinguindo o círculo vicioso que existe até hoje.

Conselho Administrativo
Coritiba Foot Ball Club”

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