Por doença inexplicável

Vacina contra Covid-19 que seria testada em Curitiba é suspensa pela Johnson & Johnson

(Foto: Divulgação)

A Johnson & Johnson interrompeu seu estudo da vacina Covid-19, que começaria a ser testada na fase 3 com 1000 curitibanos na segunda quinzena de outubro, porque um de seus participantes adoeceu. O anúncio foi feito nesta segunda (12) à noite. 

O ensaio clínico de 60.000 pacientes em todo o mundo foi imediatamente pausado, segundo o site Stat News, o que significa que o sistema online que inscreve os pacientes foi fechado e o comitê independente que monitora a segurança do paciente no ensaio clínico será convocado. Segundo a  Johnson & Johnson, “ um participante do estudo sofreu uma doença inexplicável", sem fornecer mais detalhes.

A vacina da empresa pela imunização foi a quarta a obter autorização da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) de testes de fase 3 no Brasil, onde seria testada com 7 mil participantes. Essa etapa de testes aceitou participantes acima dos 60 anos e com doenças preexistentes como, por exemplo, diabetes, hipertensão, asma e HIV. A idade mínima para participar era de 18 anos.

Os estudos até a fase 2 eram promissores.  De acordo com o estudo, publicado na plataforma MedRxiv, que reúne análises antes de sua revisão por partes, 99% dos participantes entre 18 e 55 anos de idade apresentaram anticorpos nas primeiras fases detectáveis e 98% dos participantes apresentaram anticorpos neutralizantes no 29º dia pós-vacinação.  A vacina ainda induziu fortes respostas de células T, outro componente fundamental na defesa do organismo, bem como resposta de Th1, que acredita-se ser protetora contra o risco de doença respiratória mais grave.

Estudo da Oxford também foi interrompido

Esta não é a primeira vez que um ensaio de vacina para o novo coronavírus foi interrompido. No mês passado, um dos três maiores ensaios mundiais de vacinas contra o coronavírus foi interrompido na Fase 3 depois que um participante teve uma suspeita de reação adversa. Os testes da vacina, que estava sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e fabricada pela AstraZeneca, foram retomados alguns dias depois , após um comitê de monitoramento determinar que era seguro retomar o teste.