Pandemia

Curitiba atinge expansão máxima de leitos e há 127 doentes à espera de vagas na RMC

(Foto: Geraldo Bubniak / AEN)

A Secretaria Municipal da Saúde ativou no fim de semana mais 15 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19. Os novos leitos ficam no Hospital Santa Casa. Com isso, a cidade conta com 378 leitos de UTI, o maior número atingido desde o início da pandemia na cidade. Além dos 378 leitos UTIs a rede pública de assistência hospitalar para os pacientes com sintomas respiratórios conta com outros 486 leitos clínicos exclusivos para covid-19: um total de 864 leitos SUS exclusivos para covid-19. Os novos leitos vão além dos 553 inicialmente previstos no plano de contingência de enfrentamento à pandemia do município. Porém, segundo a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak com as novas ativações o município atinge sua capacidade máxima de expansão de leitos de UTIs exclusivos para a covid-19. De acordo com boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) de sábado, no entanto, a fila de pacientes com Covid à espera de um leito na Região Metropolitana de Curitiba era de 127 pacientes, 156 em UTI e 22 em enfermaria.

O mesmo boletim mostrava que quatro hospitais com leitos exclusivos para Covid-19 do SUS estavam já sem vagas para UTI: Cruz Vermelha, São Vicente Centro, Vitória e do Trabalhador. Outros quatro estavam com 100% de ocupação na enfermaria: Erasto, Vitória, Trabalhador e Reabilitação.

“O momento é delicado e precisamos de toda a colaboração da população para reduzir a transmissão da doença. Nosso sistema hospitalar não tem mais para onde expandir. Estamos fazendo o possível e o impossível para não faltar assistência para os curitibanos”, disse. Márcia lembra ainda que abrir novos leitos não depende apenas de espaço físico. “Um leito para pacientes com covid-19 exige muita complexidade, equipamentos adequados e profissionais intensivistas especializados, tudo isso tem um limite”, explicou a secretária.

Cerca de 50% dos atendimentos de pacientes de covid-19 em Curitiba são feitos pela rede privada e a outra metade pela pública, mas Curitiba por ser a cidade com maior capacidade hospitalar, também recebe pacientes da região metropolitana. Para a secretária será necessário um esforço conjunto para passarmos por esse momento. “Nós precisamos que tanto a rede privada quanto os demais municípios do Paraná reforcem suas estruturas assistenciais”, ressaltou Márcia.