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Telemedicina

Curitiba lança serviço de videoconsulta

Serviço vai funcionar das 8 às 23 horas com 24 atendentes
Serviço vai funcionar das 8 às 23 horas com 24 atendentes (Foto: Ricardo Marajó/FAS)

Curitiba é uma das primeiras cidades do Brasil a usar a videoconsulta para atendimento médico de pacientes suspeitos da covid-19. O serviço a distância começa a ser oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde, na manhã desta sexta-feira (27), e tem como objetivo reduzir o fluxo de pacientes presenciais nas unidades da rede municipal, contribuindo para o controle da pandemia. A tecnologia foi doada ao município pela empresa de agendamento de consultas on-line Doctoralia, com sede brasileira na capital paranaense.

“Com a nova tecnologia, as pessoas suspeitas da doença não vão precisar sair de casa para se consultar com um médico do SUS curitibano, o que poderá minimizar os efeitos do novo coronavírus na capital”, afirmou o prefeito Rafael Greca, que visitou a central de teleconsulta por videoconferência na sede da secretaria municipal.

O atendimento médico por videoconferência será feito por agendamento todos os dias, das 8 às 23 horas. Cerca de 700 pessoas poderão ser atendidas diariamente.

Inicialmente, a pessoa irá passar por uma triagem na Central de Atendimento da Secretaria de Saúde, no telefone 3350-9000. Constatada a necessidade do atendimento por vídeo — os casos moderados e graves —, o paciente irá receber no smartphone, por SMS, um link que dará acesso à consulta on-line, que deve ocorrer no mesmo dia.

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, explicou que 24 médicos irão fazer as videoconsultas em terminais com câmeras e o prontuário do paciente. “As pessoas que apresentarem sintomas serão encaminhadas para o atendimento de videoconferência”, salientou ela. Já os casos leves continuarão a receber orientações dos atendentes da Central.

Pioneira

Antes da capital paranaense, o município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, já havia lançado o serviço no último dia 21, com a Lauduz Covid-19 - Saúde Pública Online. Segundo seu idealizador, Wilson Zatt, trata-se também da primeira plataforma de telemedicina sem fins lucrativos do Brasil.

Reforço
Além deste novo serviço. Até o dia 9 de abril, 50 novos médicos passam a integrar a linha de frente da rede municipal de saúde no combate à epidemia da covid-19. Eles estarão nas 74 unidades básicas de saúde que farão a triagem dos casos suspeitos e atenderão pacientes com quadros respiratórios graves. Até a quarta-feir, dos 50 médicos, 15 já haviam iniciado o trabalho em seus postos.

Os médicos foram contratados, em regime de urgência, via Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas). Além deles, também serão contratados mais dez novos enfermeiros. A secretaria também reforça os equipamentos de segurança, como máscara, jaleco e protetor facial.

Governo do Estado habilita mais 317 leitos de UTI para suprir emergências

O Governo do Estado explicou, nesta quinta-feira (26), o planejamento de combate ao novo coronavírus. O quadro apresentado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que a Secretaria de Estado da Saúde vai ativar mais 317 leitos de UTI e 731 leitos de enfermaria em hospitais de todo o Estado. A estrutura estará disponível em dez dias e se somará aos 3.603 leitos de atendimento especializado (públicos e particulares) já existentes em 60 hospitais de referência espalhados pelo Paraná.

“O Paraná já é capaz de atender com qualidade os pacientes do novo coronavírus, mas estamos ampliando essa rede, principalmente para aqueles que demandarem atendimento na UTI”, ressaltou Ratinho Junior. “Estamos nos preparando para enfrentar da maneira mais estruturada possível essa pandemia. Temos bons técnicos, uma rede hospitalar eficiente e atendimento regionalizado”, explicou o governador.

Segundo o secretário da Saúde, Beto Preto, caso o quadro epidemiológico exija novas medidas, o Estado tem condições para mais contratações nos próximos 90 dias. O número de novos leitos de UTI pode saltar para 680, além de 1.611 novos leitos de enfermaria. “Ninguém quer ficar doente, ninguém quer passar pelo novo coronavírus. Mas temos leitos suficientes. Temos números superiores na conta de UTIs a países da Europa, como a Itália”.

Últimos boletins mostram Curitiba com 66 casos, Paraná com 106 e Brasil com 2.915

Os boletins do coronavírus desta quinta-feira (26), dos governos municipal, estadual e federal, mostram a evolução dos casos de coronavírus. O boletim da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba apesentou dez novos casos da doença, elevando de 56 para 66 os casos na Capital, além de 175 outros ainda em investigação. O balanço ainda mostra que 15 pessoas precisaram ser internadas — quatro delas ainda permanciam hospitalizadas até ontem.

Já no boletim da Secretaria de Estado da Saúde, os casos no Paraná superaram a casa dos três dígitos. Até ontem eram 106 casos confirmados, 613 descartados e 3.487 casos em investigação. Dentre os confirmados, oito estão em isolamento hospitalar, sendo cinco em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

No País, boletim do Ministério da Saúde mostrava o Brasil perto dos 3 mil casos — 2.915 confirmados — e 78 mortes. Um dia antes eram 2.433 casos e 57 mortos. Nesta quinta-feira (26), foram confirmadas mortes em todas as regiões do País.

Bolsonaro volta a minimizar pandemia

O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar a pandemia do coronavírus e a defender a implantação do isolamento vertical. Também criticou os governadores e prefeitos que tomaram as medidas mais duras de nefrentamento da doença. Isso mesmo depois de ter participado, na manhã desta quinta-feira (26), do encontro de líderes do G20 (os vinte países mais ricos do mundo), por videoconferência, usado para discutir ações para atenuar os impactos sociais e econômicos da pandemia de covid-19.

Os países do G20 se comprometeram também a adotar todas as medidas de saúde necessárias, trocar informações e garantir o financiamento de combate à pandemia e proteção às pessoas.

Mas Bolsonaro deu a entender que uma mudança para o isolamento vertical possa ser implementado em lugar do isolamento atual. Neste caso, o isolamento seria voltado apenas aos grupos de riscos, contrariando a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de isolamento social geral. Bolsonaro defende a volta das atividades econômicas

O presidente também voltou a dizer que não acredirta que o País atingirá uma situação crítica como a de países como Itália, Espanha e, mais atualmente, os Estados Unidos, que ontem passaram dos 80 mil casos, superando todos os outros países do mundo. Nesta quinta-feira (26), também, o mundo ultrapassou os 500 mil casos confirmados.

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