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Em novembro

Curitiba registra a segunda maior queda do país no preço da cesta básica

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Curitiba registrou, entre outubro e novembro deste ano, a segunda maior queda no preço da cesta básica entre todas as 17 capitais analisadas, revela a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). No último mês, a redução no valor da cesta foi de 1,95%, passando de R$ 421,86 para R$ 413,63.

Dentre todas as capitais do país, apenas Porto Alegre apresentou redução mais significativa, de 2,03%. Na capital do Rio Grande do Sul, contudo, o valor da cesta básica é de R$ 455,82. Já as altas mais expressivas ocorreram em Vitória (7,89%), Florianópolis (4,45%) e Campo Grande (3,12%), sendo que a capital de Santa Catarina apresenta o maior preço para a cesta básica no país - R$ 478,68.

Nesse ranking nacional, Curitiba aparece como o oitavo maior valor entre as capitais pesquisas. Em 12 meses (comparação de novembro de 2019 com novembro de 2018), a variação foi de -0,67% e no ano de 2019 (comparação de novembro/2019 com dezembro/2018) teve redução de - 1,29%.

Tomate, batata e banana ficam mais baratos. Arroz e carne bovina, mais caros

Dos 13 produtos pesquisados, sete registraram queda em novembro de 2019 em relação a outubro 2019: o tomate (-21,58), a batata (-13,23%), a banana (-8,08%), o pão francês (-1,55%), o café (-0,89%), o leite integral (-0,88%), e a manteiga (-0,15%). Por outro lado, seis itens tiveram aumento: o arroz (5,35%), a carne bovina (4,24%), a farinha de trigo (1,46%), o óleo de soja (1,41%), o açúcar (1,27%), o feijão (0,45%).

Em 12 meses, nove produtos apresentaram aumento, sendo eles: a banana (37,26%), a batata (31,78%), a manteiga (10,31%), o açúcar (9,63%), o óleo de soja (9,11%), o feijão preto (6,67%), a carne bovina (6,02%), a farinha de trigo (5,57%), e o arroz (2,40%). Por outro lado, quatro itens apresentaram queda: o tomate (-49,77%), leite
integral (-6,79%), o café (-4,55%), e o pão francês (-0,49%).

Cesta básica x salário mínimo

Em novembro de 2019, o tempo médionecessário para adquirir os produtos da cesta básica totalizou 91 horas e 11 minutos, considerando-se o trabalhador curitibano remunerado pelo salário mínimo e com jornada mensal de 220 horas. O tempo é inferior às 93 horas exigidas em outubro de 2019. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, a relação passou de 45,95% em outubro de 2019 para 45,05% em novembro de 2019.

Já o custo da ração alimentar essencial mínima para uma família curitibana (1 casal e 2 crianças), foi de R$ 1.240,89, sendo necessários 1,24 salários mínimos somente para satisfazer as necessidades do trabalhador e sua família com alimentação no mês de novembro de 2019. A cesta básica teve um custo mensal de R$ 413,63, tendo um custo diário de R$ 13,79.

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