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Paraná 2 x 1 Cascavel

Dado Cavalcanti exalta o Paraná e diz que árbitro "errou para os dois lados"

Dado concentrado: num jogo brigado, alívio só veio nos últimos minutos da partida na Vila Capanema
Dado concentrado: num jogo brigado, alívio só veio nos últimos minutos da partida na Vila Capanema (Foto: Valquir Aureliano)

Merecimento. Para o técnico Dado Cavalcanti, essa é a palavra que melhor define a vitória paranista na tarde deste sábado (09 de março) contra o FC Cascavel, na Vila Capanema. Polêmicas envolvendo a arbitragem à parte, o treinador preferiu exaltar seus jogadores, que fizeram um grande primeiro tempo e depois, mesmo diante da forte marcação adversária, lutaram até o último minuto para conseguir uma importante vitória dentro de casa.

“O Cascavel é um time muito bom, que não só marca forte como também sabe jogar. E hoje nós conseguimos cercar o adversário, deixá-lo nas cordas. Nosso primeiro tempo fi muito bom. Os caras conseguira o empate, mas chutaram só duas vezes e nós tivemos várias chances de gol”, exaltou o treinador.

Sobre a segunda etapa, na qual o Paraná caiu drasticamente de produção, Dado Cavalcanti apontou as mudanças de Paulo Foiani no time do FC Cascavel como fundamentais para que o cenário da partida fosse alterado. Mas exaltou o seu próprio trabalho e também de seus atletas na busca pela vitória.

“No segundo tempo saiu o Bartholo, que joga mais, e entrou o Bidía, que é mais de marcação. Aí eu enxerguei um pouco além do que estava acontecendo. O Alesson não estava mal. Tecnicamente estava bem, mas eu precisava mudar a forma de jogar. E optei pela entrada do Jean (Lucas), que gosta mais da bola. O Alesson é mais agudo, de 1 para 1, drible. O Jean é mais de passe. E a troca aconteceu por isso e assim que o Jean entrou conseguimos melhorar o nível de jogo. Aí a terceira troca o Jeferson (Lima) já estava cansado e troquei um volante por um meia (Higor Leite). Se for avaliar, terminamos o jogo sem volantes e acho que fomos premiados pela busca incessante da vitória. Em nenhum momento nos demos por satisfeitos com o empate”, explicou Dado.

Para a próxima partida, o comandante paranista já adiantou que deverá repetir a escalação utilizada pela equipe no jogo deste sábado. “Penso em manutenção do time. Só vou ter de achar uma outra opção pro lugar do Caio (Rangel) se ele não puder jogar e, claro, se não tivermos nenhuma intercorrência até lá (domingo, 17 de março, quando a equipe encara o Rio Branco). Precisamos jogar, buscar as melhores alternativas e a vitória.”

Fernando Timbó

Questionado sobre a situação de Fernando Timbó, muito criticado pela torcida após o gol de empate do FC Cascavel, Dado Cavalcanti comentou que viu uma boa atuação do zagueiro e exaltou que, apesar da pressão, o atleta conseguiu dar uma boa resposta dentro de campo, sem se esconder.

“Ele (Timbó) reagiu bem (à pressão). Os jogadores também deram força e o parceiro dele (Rodolfo) é mentalmente forte. Ele não fugiu e não foi só um jogador que errou no gol. Rodolfo poderia ter atacado a bola, mas deixou quicar. Infelizmente a gente só observa o último momento. Mas ele não fugiu do jogo, os nossos zagueiros ajudaram a construir. Os erros fazem parte do jogo. A pressão aumentou, mas ele reagiu bem quanto a isso.”

Polêmica no gol da vitória


Outro assunto abordado pelo treinador foi a polêmica quanto ao gol da vitória paranista, marcado aos 47 minutos do 2º tempo. O time do Cascavel reclamou que o árbitro deveria ter parado o lance após um choque de cabeça entre os zagueiros Rodolfo (do Paraná) e Hiago Rogério (do FC Cascavel). O jogador do time do interior, inclusive, ficou caído no chão no lance do gol e muitos atletas pararam no lance, esperando a intervenção da arbitragem (o que não aconteceu).

“O lance foi rápido. Vários jogadores pararam e talvez fica a dúvida. Em alguns momentos jogadores do Cascavel sentiram cãibras, pararam o jogo. Mas o árbitro é autoridade máxima, ele que tem de parar o jogo. O fato de eles já terem tentado ganhar tempo, não sei… Estou tentando me colocar no lugar do árbitro. Quando a bola estava no pé do Juninho o lance seguiu e a bola chegou no Rodolfo. Lances polêmicos aconteceram também no primeiro tempo, teve um pênalti no Juninho, no mínimo um lance perigoso, no segundo tempo. Então se o árbitro errou de um lado, errou do outro também.”

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