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Campeonato Paranaense

De 2005 a 2019, confira os melhores aspirantes da história do Athletico

Renan Lodi, Evandro e Douglas Coutinho: destaques dos aspirantes do Athletico
Renan Lodi, Evandro e Douglas Coutinho: destaques dos aspirantes do Athletico (Foto: Arquivo Bem Paraná)

Santos; Murilo, Zé Ivaldo, Léo Pereira e Renan Lodi; Otávio, Hernani, Bruno Guimarães, Evandro e Marcos Guilherme; Pablo.

Essa poderia ser uma escalação com os melhores 'aspirantes' da história do Athletico Paranaense. Todos esses 11 foram lançados no futebol profissional ou concluíram sua formação em equipes alternativas do clube, durante o Campeonato Paranaense. E, depois de bom desempenho no Estadual, todos ajudaram o grupo principal em competições importantes ou renderam dinheiro para o clube em negociações.

Jogar o Campeonato Paranaense com um time alternativo é uma ideia antiga no Athletico Paranaense. Esse projeto foi testado pela primeira vez em 2005, quando o clube usou uma equipe B em cinco rodadas da competição estadual, enquanto o grupo principal tinha como prioridade a Copa Libertadores. Desde então, o Furacão jogou a competição (ou uma parte dela) com times alternativos em oito edições do Paranaense.

OS PRINCIPAIS JOGADORES DA HISTÓRIA DOS ASPIRANTES DO ATHLETICO
GOLEIROS: Santos, Tiago Cardoso, Guilherme
ZAGUEIROS: Léo Pereira, Zé Ivaldo, Bruno Costa, Alex Fraga, Chico, Alessandro Lopes
LATERAIS: Renan Lodi, Sidcley, Héracles, Murilo
VOLANTES: Bruno Guimarães, Rossetto, Hernani, Otávio, Renan Foguinho
MEIAS: Marcos Guilherme, João Pedro, Matheus Anjos, Nathan, Renatinho, Welington, Evandro
ATACANTES: Douglas Coutinho, Pablo, Crislan, Dinei, Anderson Aquino

A PRIMEIRA
A primeira equipe B do Athletico, em 2005, era comandada pelo auxiliar Lio Evaristo. O time somou três vitórias, um empate e uma derrota. O time-base era formado por: Tiago Cardoso; Alessandro Lopes, Tiago Vieira e Durval; Murilo (André Luís), Bruno Lança, Ticão, Morais (Anderson Aquino) e Badé; Dinei e Jorge Henrique. Já era um misto de revelações de base com reforços recém-contratados (como Jorge Henrique, Morais e Durval). Morais, hoje com 34 anos, chegou a ser convocado para a seleção brasileira quando defendia o Vasco. Durval, 38 anos, também chegou à seleção brasilera e colecionou títulos pelo Santos e pelo Sport.
Jorge Henrique, hoje com 36 anos, virou ídolo no Corinthians e no Botafogo.

EM 2007
O projeto de time B foi tentado pela segunda vez em 2007, com o grupo comandado pelo auxiliar Ivo Secchi disputando oito partidas no Paranaense: três vitórias, dois empates e três derrotas. O time base tinha Vinícius; Alex Fraga, Erandir e Gustavo Lazzaretti; Rogerinho, Chico, Welington, Evandro e Rodrigo Crasso; Rodrigão e Jonatas. Aquela campanha ajudou a recuperar o futebol do meia Evandro, hoje com 32 anos, no Hull City (Inglaterra). Ele já havia se destacado pelo time principal em 2005. Em 2009, foi vendido por R$ 2,5 milhões para um grupo de empresários. Em 2007, a equipe principal, do técnico Vadão, contava com Alex Mineiro, Alan Bahia, Ferreira e Marcão.

RETORNO EM 2013
Mario Celso Petraglia ficou fora do Athletico de 2009 a 2011, na gestão de Marcos Malucelli, que defendia a utilização do time principal no Paranaense. O retorno dos aspirantes ocorreu em 2013. Sob o comando do técnico Arthur Bernardes, o time alternativo foi vice-campeão estadual, usando a seguinte base: Santos; Erwin, Rafael Zuchi, Bruno Costa e Héracles; Renan Foguinho, Zezinho, Hernani (Pablo) e Douglas Coutinho; Edigar Junio e Crislan.

Douglas Coutinho foi o artilheiro do time, com 12 gols em 20 jogos. Em 2014, o jogador foi vendido por R$ 13 milhões a um grupo empresarial. Pablo foi usado como meia em 2013. Artilheiro dos juniores, ele ganhou sua primeira chance no profissional em 2011, durante o Brasileirão. Em 2012, acabou escalado como lateral-direito. A consagração do jogador, hoje com 26 anos, veio em 2018, com a artilharia do time no ano (18 gols) e o título da Sul-Americana. Em seguida, foi vendido por cerca de R$ 25 milhões para o São Paulo.

SEM BRILHO
Em 2014 e 2015, os aspirantes do Athletico pouco empolgaram. Em 2014, o time comandado pelo técnico Petkovic acabou eliminado na semifinal, com a goleada de 4 a 1 para o Londrina. O centroavante Adriano Imperador, que tentava retomar a carreira no futebol, atuou naquela partida e deu o passe para o gol de Marcos Guilherme. Foi a única atuação de Adriano pelos aspirantes do clube. Marcos Guilherme terminou como artilheiro da equipe, com oito gols. Em 2018, foi vendido por R$ 18 milhões para o Al-Wahda, da Arábia Saudita.

Em 2015, os aspirantes comandados pelo técnico Marcelo Vilhena foram usados nas cinco primeiras rodadas. Depois, veio o time principal, de Claudinei Oliveira. O desempenho dos dois grupos foi tão ruim que o Athletico caiu no Grupo da Morte, um torneio contra o rebaixamento. Com a demissão de Claudinei, Enderson Moreira assumiu e não durou muito tempo. O time acabou escapando do rebaixamento e dando oportunidades a jovens jogadores, como os volantes Otávio e Hernani. Otávio foi vendido por R$ 22 milhões para o Bordeaux (França) e Hernani, por R$ 36 milhões para o Zenit (Rússia).

PAULO AUTUORI
Em 2016, o Athletico do 'manager' Paulo Autuori usou o elenco principal e conquistou o título estadual. Em 2017, Autuori misturou aspirantes e time principal durante a primeira fase. No mata-mata, só usou a equipe A e perdeu a final para o Coritiba (0 a 3 e 0 a 0). A campanha ajudou a consolidar a formação dos meias João Pedro e Matheus Anjos e do volante Rossetto, trio que ainda segue no clube.

O TÍTULO DE 2018
Em 2018, o Athletico voltou a usar exclusivamente os aspirantes no Campeonato Paranaense. E conquistou o título, sob o comando do técnico Tiago Nunes. A campanha ajudou a recuperar o futebol de Léo Pereira e foi decisiva para revelar Renan Lodi e Bruno Guimarães, trio que foi essencial para a conquista do título da Copa Sul-Americana. O troféu estadual também contribuiu para lançar Tiago Nunes para o grupo principal, técnico responsável pelo primeiro título internacional do clube.

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