Primeira morte já ocorreu

Dengue: mudança de estação preocupa a saúde no Paraná

Dengue, Covid e calor criam cenário de risco no Estado
Dengue, Covid e calor criam cenário de risco no Estado (Foto: Divugação/Sesa-PR)

O informe quinzenal da dengue divulgado nesta terça-feira (22) pela Secretaria da Saúde do Paraná soma 578 casos no período epidemiológico, que começou a ser monitorado em 26 de julho. Foi confirmado o primeiro óbito do período, que aconteceu em Apucarana, no Vale do Ivaí. Foram 205 novos casos nestas duas semanas, o que equivale a um aumento de 35,4% em relação ao boletim anterior.

Segundo o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, a mudança de estação aumenta a preocupação dos gestores da Saúde e deve servir de alerta para a população. “Temos uma série histórica de monitoramento da dengue indicando que nas estações quentes existe o aumento da proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti. Calor e chuva são propícios para este aumento. Reiteramos a recomendação para que todos verifiquem locais que possam acumular água”, disse o secretário.

O boletim traz que 93 municípios apresentam casos confirmados de dengue — 13 a mais que o boletim anterior, que trazia 80 cidades com confirmações. “A dengue é fator de preocupação do Governo do Estado durante todo o ano. Nosso acompanhamento e orientações junto aos municípios são constantes, mesmo durante a pandemia do coronavírus”, afirmou o secretário da Saúde.

O Estado viveu a maior epidemia de dengue no período anterior, totalizando mais de 220 mil casos e 177 óbitos. “Agora, temos ainda o agravante da pandemia da Covid-19. A atenção de todos deve ser redobrada. Infecções pelas duas doenças podem ocorrer simultaneamente deixando a saúde das pessoas ainda mais debilitada”, afirmou Beto Preto.

O ano epidemiológico da dengue começa em julho e vai até julho do ano seguinte.