Retomada

Dia das Mães ajuda restaurantes de Curitiba a amenizar prejuízo com bandeira vermelha

(Foto: Franklin de Freitas)

No próximo domingo, quando se celebra o Dia das Mães, Curitiba estará aberta. De forma excepcional, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) autorizou que comércios, shoppings, restaurantes e outros serviços e atividades consideradas não essenciais atendam o público presencialmente no dia 9 de maio.

Segundo a secretária Márcia Huçulak, é uma oportunidade para que filhos e mães celebrem a data – desde que respeitando a segurança dos protocolos sanitários, é claro. Já para o setor gastronômico, será uma chance de ao menos mitigar os efeitos econômicos causados pela imposição de medidas mais restritivas durante os 23 dias de vigência da bandeira vermelha na capital paranaense, entre março e abril, quando estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes funcionaram em horário restrito de segunda a sábado, atendendo apenas na modalidade delivery (medida que foi seguida pelos demais municípios da Região Metropolitana).

Tradicionalmente, o Dia das Mães é uma das datas mais movimentadas para a gastronomia paranaense, competindo com outras celebrações como o Dia dos Namorados e o Reveillon. Neste ano, porém, diante da necessidade de distanciamento social e da imposição de limite de pessoas nos estabelecimentos (uma pessoa para cada 9m² em Curitiba e 50% da lotação máxima nos municípios metropolitanos), alguns cuidados estão sendo tomados.

Um deles é pedir aos clientes que façam reservas antecipadamente, até para que se evite aglomerações do lado de fora dos estabelecimentos e para que os restaurantes possam atender de forma mais organizada e segura aos clientes. Em alguns locais, inclusive, estão sendo fixados limite de lugares para reserva, numa situação à qual as famílias já estão se adaptando, conforme relata Marcelo Stebner Campos, sócio-proprietário do Terrazza 40, localizado no Bigorrilho.

“Final de semana passado já teve gente comemorando o Dia das Mães adiantado, para sábado também temos mais reserva do que o tradicional. As famílias estão fazendo reuniões menores e, para não juntar muita gente, comemora um dia com a família da esposa, outro com a família do marido e já começa a celebrar a data antes”, afirma o empresário, comentando que a expectativa é de um bom movimento no domingo.

“Vamos usar os dois andares [do espaço] e esperamos ter um bom número de clientes. Vai ser muito bom para recuperar os 40 dias fechados. Para vários restaurantes vai ser uma salvaguarda, vai ajudar a colocar uma ou outra conta atrasada em dia. No nosso caso, vai servir para recuperar um pouco do faturamento, principalmente pros colaboradores, que vão ter taxa de serviço. Vai ser uma data para ajudar a recuperar o período fechado”, complementa.

Na RMC, estabelecimentos com espaço aberto são o destaque

Se em Curitiba os restaurantes estão autorizados a funcionar no domingo excepcionalmente, nos demais municípios metropolitanos o Governo do Estado já havia permitido desde 30 de abril o funcionamento de atividades não essenciais no último dia do final de semana. E nesses locais, um dos principais destaques têm sido estabelecimentos como chácaras, que oferecem um bom espaço ao ar livre e opções diferenciadas de lazer, como andar a cavalo ou passear em pedalinho.

“Tanto é que quem vai estar na frente de Curitiba é a Região Metropolitana, com as chácaras-restaurantes, que são locais abertos, que cativaram muitos clientes enquanto a capital não pôde ficar aberto”, diz Fabio Aguayo, presidente da Abrabar, comentando ainda que em Curitiba também já está começando um movimento, por parte dos empresários, de procura por espaços abertos, mais ventilados. “Queremos que o município incentive lugares abertos, como estacionamentos e jardins”.

Em Araucária, um dos estabelecimentos que terá programação especial para a data será a Chácara Dom Henrique, que terá até mesmo música ao vivo. No cardápio, a costela no chão, porco pururuca e buffet campeiro completo.

“Está boa a procura. Hoje (ontem), já estamos com um bom número de reservas e vamos fechar tudo até sexta-feira (amanhã), até para ter controle no acesso. Muitos clientes novos estão vindo, pessoas que estão buscando, realmente, esse diferencial de ter um espaço ao ar livre, respirar um ar puro”, diz Edson Santana, gerente do estabelecimento cujo proprietário é Fernando Froguel.

Via de regra, movimento será bem menor que o normal

No Terrazza 40, Marcelo Stebner Campos comenta que dois andares foram reservados para o almoço, o que deve garantir um movimento de Dia das Mães próximo do que se registra em períodos de ‘normalidade’.

Para a maioria dos restaurantes, porém, a necessidade de distanciamento social e a obrigatoriedade de se seguir os protocolos sanitários deve significar um movimento consideravelmente menor do que o normal para a data.

“Geralmente, o Dia das Mães era um Natal para a gente, uma sexta-feira extra para nós, quando o movimento explodia, subia 100%, era o dobro da movimentação.

Agora, com essas restrições todas, vamos trabalhar com 40% a mais do movimento, e 40% a mais em relação ao movimento que já temos dentro da pandemia”, diz Fabio Aguayo, presidente da Abrabar.

Na Chácara Dom Henrique, por exemplo, Edson Santana comenta que, fora da pandemia, uma data como a do próximo domingo levaria de 300 a 350 pessoas para o local. “Nessa domingo esperamos, em média, pela rotatividade, umas 200 pessoas, no máximo, por causa do distanciamento, todos os protocolos. Mas é uma data importante para manter a imagem da casa, estar presente na mente das pessoas.”