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Dívida pública federal fecha junho em R$ 3,977 trilhões, alta de 2,24%

O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 2,24% em junho, quando atingiu R$ 3,977 trilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional. Em maio, o estoque estava em R$ 3,890 trilhão.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 19,66 bilhões no mês passado, quando houve emissão líquida de R$ 67,48 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 2,44% e fechou o mês em R$ 3,826 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 2,48% menor, somando R$ 151,68 bilhões no mês passado.

A fatia dos investidores estrangeiros na dívida pública caiu em junho em relação a maio. De acordo com dados do Tesouro Nacional, a participação dos investidores no Brasil no estoque da DPMFi passou de 12,74% para 12,34% em junho, somando R$ 472,08 bilhões. Em maio, o estoque estava em R$ 476,04 bilhões.

A categoria das instituições financeiras, por outro lado, teve alta na participação do estoque da DPMFi de 22,0% em maio para 23,17% em junho. Os fundos de investimentos aumentaram levemente a fatia de 26,58% para 26,85%. Já a participação das seguradores passou de 4,06% para 4,01%.

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 31,27% em maio para 31,80% em junho. Já os papéis atrelados à Selic reduziram levemente a fatia, de 37,88% para 37,78%.

Os títulos remunerados pela inflação caíram para 26,44% do estoque da DPF em junho, ante 26,67% em maio. Os papéis cambiais reduziram a participação na DPF de 4,18% em maio para 3,98% em junho.

Com exceção dos títulos atrelados à Selic, todos os papéis estão dentro das metas do PAF para este ano. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos remunerados pela Selic em 2019 vai de 38% a 42%. Para os prefixados, o intervalo vai de 29% a 33%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 24% a 28% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

A parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 13,99% em maio para 13,92% em junho, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida aumentou de 4,26 anos em maio para 4,18 anos em junho. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 9,44% ao ano em maio para 8,83% ao ano em junho.

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