Eleições

Ducci diz que não está preocupado com as pesquisas

O prefeito Luciano Ducci (PSB) afirmou ontem que não está preocupado com as pesquisas de intenção de voto para a sucessão municipal em Curitiba nas eleições de outubro. Segundo ele, a maioria da população ainda não está com as atenções voltadas para a disputa eleitoral, já que a campanha só começa oficialmente a partir de julho, e o eleitor só deve começar a acompanhar a discussão a partir da estreia da propaganda no rádio e televisão, em agosto. Na avaliação do prefeito, as pesquisas existentes até agora, que apontam vantagem para seus dois principais adversários, o ex-deputado Gustavo Fruet (PDT) e o deputado federal Ratinho Júnior (PSC), seriam apenas um espelho do momento.

Nas últimas eleições, nenhuma pesquisa feita antes do período refletiu o resultado das urnas, afirmou, em entrevista ao blog da jornalista Roseli Abrão, durante a sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa em homenagem aos 319 anos da emancipação política de Curitiba. Ducci citou o exemplo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) e do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que largaram em desvantagem em relação a seus adversários, e acabaram vitoriosos. Eles começaram a campanha com percentuais menores que os meus e foram eleitos, lembrou.

A última pesquisa oficial disponível, de dezembro do ano passado, realizada pela Paraná Pesquisas, apontou que teria entre 16,3% e 22,7% das intenções de voto, dependendo do cenário de candidatos. De acordo com esse levantamento, o prefeito estaria atrás de Fruet, que teria índices variando entre 20,3% a 28,5%, contra 18,9% a 27,7% de Ratinho Júnior.

Pesquisas internas dos partidos apontariam que esses números não teriam sofrido mudanças significativas desde então. Aliados de Ducci, como o deputado estadual Mauro Moraes (PSDB), manifestaram essa semana preocupação com o risco de atraso ou demora na conclusão de obras que têm sido anunciadas pela prefeitura. Moraes teme que isso poderia prejudicar a candidatura à reeleição do prefeito.

Ducci rebateu essas preocupações, afirmando ontem que as obras estão em dia, e que elas não seguem o calendário eleitoral. Muitas obras estão sendo iniciadas, outras em fase de inauguração e tem obras que só estarão prontas no final do ano ou para serem inauguradas no próximo aniversário de Curitiba. Não faço obras para inaugurar durante a campanha, reagiu, dando como exemplo o viaduto estaiado sobre a Avenida das Torres, que só deve ficar pronto no ano que vem.

O prefeito considerou ainda um bom sinal, a disputa entre os partidos da base aliada pela indicação do candidato a vice em sua chapa. PSDB, DEM e PSD estão entre as legendas que já anunciaram a intenção de preencher a vaga. Os tucanos levam vantagem por integrarem o partido do governador Beto Richa (PSDB), principal avalista da candidatura de Ducci. No partido, são cotados para o posto o deputado federal Fernando Francischini, o deputado estadual Mauro Moraes e o presidente da Sanepar, Fernando Ghignone. No DEM, o mais citado é o deputado estadual e atual secretário Especial da Habitação, Osmar Bertoldi. No PSD, o deputado estadual e presidente municipal do partido, Ney Leprevost.


Para Ducci, a disputa é uma prova do potencial de sua candidatura. Se fosse uma candidatura fraca ninguém iria querer ser vice, avaliou.

Discurso — O líder do governo Richa na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), reforçou os argumentos de Ducci, afirmando que as pesquisas, no momento, não são um fator determinante. Toda a estrutura que o Luciano tem, a militância partidária, o apoio do governador, da Fernanda (Richa, primeira-dama), a maioria dos partidos que estarão com ele, tudo isso dá segurança, afirma. Qualquer administrador com mandato tem assegurado 35% dos votos em uma disputa pela reeleição, disse o tucano.


Além disso, afirma Traiano, o ex-deputado Gustavo Fruet, apontando como principal rival de Ducci, terá problemas em explicar sua aproximação com o PT aos eleitores. Ele vai ter que defender aquilo que a vida inteira condenou. É difícil começar a campanha tendo que se explicar. O Luciano não tem esse problema, previu.